23 de dez de 2014

Boas Festas!


Fim de ano. 
Época de renovação e esperança de dias melhores, de fazer planos, resolver pendências, distribuir perdões, procurar pessoas ausentes e desejar coisas boas para começar o novo ano com o coração cheio de paz.
Nós, do blog *escravas & submissas*, desejamos a você que nos acompanhou, que nos encheu de orgulho com suas visitas, comentários e até mesmo com suas leituras silenciosas, um Natal de muita paz e amor e um Ano Novo repleto de realizações e, como não poderia deixar de ser, muitas alegrias e prazeres no BDSM.
A quem tem uma relação, que ela frutifique. 
A quem não encontrou ainda seu par, que o(a) encontre em 2015. 
A quem está apenas observando e aprendendo, que consiga crescer nesse aprendizado. Esperamos estar contribuindo para isso.



Aos nossos colaboradores, o nosso muito obrigado, vocês ajudam a fazer este blog acontecer. 
Estamos, com muita alegria, comemorando os 140.000 acessos à nossa página. Talvez pareça pouco mas é uma grande alegria para nós saber que milhares de pessoas estão nos acompanhando, lendo, contribuindo para que esse nosso querido BDSM continue a ser motivo de alegrias intensas para todos nós.
Voltaremos em janeiro com energia renovada e muitas novidades para nossos queridos leitores.


Feliz Natal a T/todos! Feliz 2015! 

São os nossos votos a todos que acessam esta página.


*escravas & submissas*


7 de dez de 2014

A importância do aftercare


Muito já se debateu sobre Dominação x submissão, o papel do Dominador e o da submissa, as condutas de comportamento, assim como, as relações sadomaso como um todo.

No entanto, acho o assunto sessão muito sério e sugestivo para gastar uns bons tec…tecs. (Tomarei a liberdade de devanear levando em consideração as vivências entre Dom e sub, no entanto, o assunto discutido, supera questões de gêneros).

Acredito que sessão seja um dos momentos importantes da R/relação por ser ali onde as coisas se concretizam de fato. É ali que todo o ensinamento vai ser posto em prática, e a hora do "vamo ver", tanto para quem está se submetendo quanto para aquele que está Dominando.



Trazendo o assunto para minhas vivências, na sessão é quando me mostro, literalmente, submissa para aquele que tem o PODER o COMANDO sobre mim. Do lado do Dominante, acredito, que seja o ápice de sua existência.

Numa D/s, esse exercício de cooperação, essa troca, essa interação entre Dominador  e escrava submissa, resulta ativamente para o desenvolvimento de A/ambos.

Saliento que o Dono assume papel fundamental nesse processo como indivíduo que Decide, que Comanda a situação por livre e prazerosa escolha.

Supostamente, ELE (Dominador) deve saber realizar com destreza, para o seu deleite, inúmeras práticas. Assume ciente seu papel na relação. Guia com prudência. Orienta com responsabilidade. Conduz de maneira rigorosa e gentil. Faz superar limites e suportar a dor com lucidez e sensatez. Além de ordenar tarefas para a evolução da peça.



Porém, no decorrer da caminhada, erros acontecem. Daí, oportunamente, surgem as famosas sessões de  castigos/punições. E o nobre Senhor se vê obrigado a aplicar  o julgamento e as sentenças. Fazendo uso de toda a gama de bom senso que lhe cabe, Ele escolhe a melhor e mais indicada prática para trazer luz, discernimento e orientação à impulsiva escrava  

Muitas vezes,  nesses momentos, podem ocorrer as quebras de limites, os físicos mais comuns ou os de ordem psicológica, visto que,  a peça toda arrependida da transgressão cometida, sente-se na obrigação e impulsionada a ver de volta o brilho nos olhos do Dono, emtrega-se inteira  para transpor esses limites.  



Munido com toda responsabilidade e sutileza inerentes de seu ser, Ele sente quando o castigo foi cumprido e reconhece o limite atingido de sua submissa. 

E/exauridos pela intensidade de tal momento, N/necessitam de um certo restabelecimento. Momentos íntimos e intensos merecem ter uma pausa branda, harmoniosa e relaxante. Geralmente essa necessidade  é suprida com um aconchego nos braços um do O/outro , podendo ocorrer conversas banais, chamegos ou apenas o terapêutico abraço.  Essa pausa tão importante costuma ser denominada como aftercare.



E assim, diante de tais ações tão vitais para a sobrevivência de qualquer D/s, faz de Sua peça, uma incrível dedicada, extremamente honrada e orgulhosa escrava submissa.



ternura εïз


*Nota: leia mais sobre Aftercare em nossa página  Práticas e Fetiches


2 de dez de 2014

Para a menina que acaba de descobrir a submissão


À você, menina submissa, que acaba de descobrir o mundo da submissão,  preciso dizer:

- Nem tudo são flores. Há sim muitas, lindas, de cores belas, pétalas macias, com perfume as vezes suave, muitas vezes embriagador. Mas, não se esqueça dos espinhos e prepare suas mãos com cuidado, porque para tocar nas flores provavelmente irá esbarrar nos espinhos.

- Não tenha medo, entregue-se plenamente. Dedique-se, aprimore-se. Seja solícita, esteja sempre à disposição, mas não sufoque. Nada mais desagradável do que uma mulher que, na ânsia de não faltar, acabe sendo demais.

- Não se acanhe ao suplicar. Curve-se até o chão. Rasteje. Não apenas de corpo, porque isto é fácil, rasteje sinceramente também de alma e coração.

- Se um dia alguém criticá-la, se a chamarem de fraca ou tola por ser submissa, não se incomode. Não perca tempo discutindo. Mantenha a fé em sua submissão e o foco no despojamento. Tenha em mente que o amor submisso exige despojamento, raciocínio, convicção, coragem, dedicação, determinação e força. Tudo isto amando de peito aberto e sem perder a humildade.
Nenhuma de nós pode se dar ao luxo de ser tola ou fraca.

- Sinta ciúmes. Sim, sinta ciúmes! Sinta e não se envergonhe de sentir. Contudo, jamais reclame, jamais os expresse, a não ser que seja de uma forma leve, rápida, um piscar de olhos, apenas o tempo necessário para acariciar o coração e a alma de seu Dono.

- Deixe claro quão precioso e insubstituível ele é, que a vida não terá sentido sem ele e que tudo que lhe der prazer você fará sorrindo de corpo e alma, mesmo que seja colocar a seus pés uma jovem e bela mulher, se isto for de seu agrado.

- A você, menina submissa que me lê neste instante, desejo que trabalhe firme para servir com excelência. Fique atenta pois há uma linha frágil que separa o momento de se adiantar e surpreender. Uma linha frágil para o momento de estar quieta, cabeça e olhos baixos apenas aguardando o comando e o momento de ser atrevida. Os dois lados desta linha são absolutamente necessários e é preciso muita atenção para não errar.

- Doce menina, policie-se. Nenhuma mulher poderá ser totalmente controlada se não tiver controle sobre si mesma. Sim, pq uma submissa não pode simplesmente jogar no colo do Dono o fardo de si mesma. O auto controle é absolutamente necessário pra lidar com imprevistos e para saber esperar.

- Espere... Espere... Espere... Espere!
Aprimore-se em esperar, com delicadeza, com doçura, com serenidade, com temperança. Lembre-se das "Mulheres de Atenas". Não somente delas, mas de todas que, por um motivo ou outro, têm que esperar sem saber até quando.

- Se submeta na totalidade. Se permita ser feliz na subserviência e confie. Confie primeiro em si mesma. A fé em sua submissão deverá ser inabalável e sem confiança não haverá obediência cega, nem entrega verdadeira.

- Por fim, nunca se esqueça: Não há meia submissão, nem meia servidão. Assim como não há boas ou más escravas e boas ou más submissas. Ou somos, ou não somos.

Este é o meu recado para você que está descobrindo a submissão com a alma cheia de sonhos. Não se esqueça nunca, querida menina, que:


Expectativas de recompensas
não movem a verdadeira submissa.
Mas, a devoção e a entrega
de livre vontade.

Amar Yasmine
a escrava encantada do
SENHOR DIABLO


27 de nov de 2014

UM DOMINADOR ACONSELHA

Conselhos a uma submissa.

Dicas para chegar ao bottom do poço.


Não desobedeça ordens, mesmo que elas apresentem alguma lacuna. Descubra sempre o que seu Top quer de você com a ordem e atenda, mesmo que você tenha que fazer adaptações. Observe o espírito geral dos comandos e seja criativa. Você não é um robô. Isso fará com que ele compreenda que suas ordens são obedecidas com seu coração.

Não se torne enfadonha para seu Dono. Perceba do que ele gosta, como gosta e invista em ser uma alegria para Ele. Se o seu mecanismo mental for submisso isso fará bem a você mesma no final. Você está buscando uma relação de entrega, dedique algum tempo à submissão voluntária.

Não tenha modos vaidosos, acostume-se a escrever e a pensar em você como puta, posse e fêmea Dele. Sem essa de manter um monte de orgulhos escondidos. Numa relação de Dominação o orgulho é como calo, dói o tempo todo. Trabalhe contra qualquer soberba para realmente servir com verdade. Não fique se protegendo atrás de preconceitos. Não seja hipócrita, você sabe em que tipo de relação está.

Ao mesmo tempo, te é facultado ter profundo orgulho da tua submissão. Isso é belo e deve ser a tua maior vaidade. Há maneiras orgulhosas de portar uma coleira. Orgulhar-se sinceramente da própria submissão é saber que você é uma grande mulher.



Não conte segredos de seu Dom ou de sua relação a ninguém do meio. Você não pode proteger seu Top do julgamento de terceiros uma vez que tenha aberto a boca. Você só deve falar com terceiros detalhes do que acontece entre vocês se houver algum abuso ou se você se sentir em perigo. Evite fofocas. Uma puta sub não coloca seu Dono no meio de confusão. Isso não significa que você não deva dialogar sobre BDSM com terceiros, mas que você deve ter em mente a fina linha entre discutir e fofocar.

Não cobre, não aperte, não pressione. Não se torne uma chata e reclamona fora dos limites que foram estabelecidos na negociação. As pessoas colocam tudo a perder com essa mania de pretender que alguém se comprometa mais através de pressões. Deixe o nível de comprometimento aumentar conforme a relação fica boa. Naturalmente.

Quando estiver em uma festa ou em um ambiente SM esteja sempre com sua coleira. Não interrompa ou discorde de seu Dono na frente dos outros. Não inicie contato físico com outros Tops, nem os cumprimente com beijinhos; um aperto de mãos vai servir. Ele pode corrigir sua conduta, mas não pode alterar a vergonha que você o faça passar em uma situação dessas. Se comportar mal significará a todos os presentes que seu Dono não possui ou não exerce adequadamente sua autoridade sobre você. É a honra Dele que está sendo medida por suas atitudes.

Aprenda a ser amada. As submissas recebem grandes doses de amor e carinho, geralmente. Os códigos podem ser diferentes dos de uma relação baunilha, mas fato é que você não é uma mera boneca inflável e seu Dono não é tão insensível quanto possa parecer com um chicote na mão. Uma relação de Dominação é mais intensa em tudo: a verdade entre os dois aparece, o sexo é melhor, as pessoas se conhecem ao invés de fingir. Aprenda a ver a beleza dos pequenos gestos, senão você não vai entender nada sobre o que é essa vivência.


Dialogue francamente com seu Top. Se você não disser, talvez Ele não consiga adivinhar. Há momento adequado para tudo, inclusive para críticas e manifestações de desconforto. Cabe a você escolher a melhor forma, a maneira ideal de dizer as coisas. Em uma relação de Dominação a forma como você dá a informação a seu parceiro é tão importante quanto o conteúdo. A fórmula é: verdade sempre com arrogância zero. Entenda sua posição na hora de formular suas críticas.

Cobre de seu Dono que Ele seja coerente. Se a submissa está em constante evolução, é certo que isso também se aplica aos Dons. Sobre quais valores está fundada a Dominação Dele? É um direito seu demandar que Ele seja coerente com o que prega. Essa é uma enorme dificuldade da posição de poder. É difícil pra cacete merecer a entrega da sub o tempo todo. E aqui cabe uma digressão.

Quando uma submissa erra ou age mal ela é punida e aprende a não repetir o erro. E o que acontece com Dons verdadeiros quando Eles próprios erram? Eles se punem e são cruéis consigo mesmos, acredite. O ridículo é intolerável para a posição que tomamos para nós. Mesmo assim, todo Dono errará muito. E bons Donos se sentirão muito culpados pelos erros graves que cometem. Na minha opinião estabelecer autoridade moral verdadeira sobre uma mulher é quase como esculpir em vidro: um simples erro pode destruir tudo. É fácil imaginar o que acontece com a autoridade moral Dominadora se ela é pega em mentira grave, por exemplo.

Não há paradoxo entre ser submissa e cobrar (não como inimiga, mas como quem quer incentivar a evolução de seu parceiro) que seu Dono seja coerente. Esse nível subliminar de cobrança é como se a submissa dissesse: “Eu sou tua cadela, teu bichinho de estimação e meu corpo te pertence. Mas você tem que ser forte e me passar segurança para que eu possa me abrir completamente”. A demanda da submissa é justíssima, nesse caso. Se seu Dono é alguém corajoso e honrado, incentive essas características, por exemplo. Quando Ele não agir dessa forma, dialogue para entender suas razões e procure ajuda-lo para que Ele retome o caminho de sua própria evolução. Repare nas evoluções e mudanças de seu Top.



Cultive amor genuíno pelo Dono. Sei que isso não é um conselho comum no meio, mas eu diria que todo Top é um vampiro das emoções que são emanadas em sua direção. Não estou falando de amor romântico com jantares á luz de velas. Mas realmente creio que só há sentido na submissão se houver algum sentimento que dê liga as sensações sexuais. O amor re-significa as atitudes dentro do sexo. Amar seu Dono não é algo que atrapalha, como muita gente diz por aí. Dominação é como qualquer outra relação da vida da gente: os laços se reforçam ou se desfazem de acordo com os sentimentos de cada um. Não se trata de um jogo sexual de bater e apanhar: Dominação nos permite vivenciar experiências afetivas únicas.

Entenda a humilhação como um processo de afirmação da autoridade de seu Dono sobre você. Descubra seu tesão nisto. Não se trata de agressão contra sua auto-estima. Ficar babando de quatro com um gag na boca enquanto apanha na bunda significa muito mais o poder Dele sobre sua cadela do que um motivo para você ficar grilada e correr pra um analista. Procure trabalhar eroticamente suas sensações. Se você está nas mãos de um bom Dono, você vai entender que a humilhação te torna mais Dele e muito mais bonita.

Leia sobre Dominação e discuta com seu Top. Isso pode enriquecer a experiência dos dois. Acredite, há muita coisa a ser aprendida sempre. Não se acomode com o que você já sabe.

Conheça seu Dono o melhor possível. Conheça o prazer de seu Dono mais que Ele mesmo. Dominação é um processo erótico a partir do qual se vivenciam grandes experiências afetivas. Sexo está no centro da sua relação. Que submissa poderia pretender ser amada no exercício de sua função sem compreender os detalhes da sexualidade de seu Top? O seu prazer certamente será maior se perceber que sua submissão atende os desejos Dele. Aprenda sempre sobre Ele e sobre como é bom vê-lo satisfeito. Tenha orgulho submisso em ser uma boa puta para quem merece que você seja.

Não minta, não enrole, não traia a negociação. Isso é fatal.


Seja honesta com seus limites e não confunda seu amor com sua submissão. Não force seus limites em nome de seu amor ou com a intenção de agradar e fortalecer seu vínculo. Quando estiver preparada para uma prática, esteja preparada dentro de si mesma e por você mesma. Há muita diferença entre uma mulher apaixonada que topa tudo para continuar próxima e uma submissa de verdade. Nós não somos idiotas e percebemos se você está se forçando em nome de seu amor.

Perdoe a si própria e perdoe seu Top. Erros vão sempre acontecer e muitas vezes eles serão graves. Seja generosa.


Confie na condução de seu Dono. Ele provavelmente terá o bom senso de conhecer suas necessidades e limites antes de intensificar qualquer coisa. Não tenha medo de apanhar muito ou fique apressada em apanhar mais. Deixe que Ele conheça seu corpo e seus limites com o tempo. O encaixe é natural. Provavelmente o Top vai cuidar de você direitinho e tudo vai ser sempre mais lento do que você gostaria, até. É uma obrigação Dele zelar para que você não tenha uma experiência física ou emocional mais forte do que esteja apta a suportar. Se o cara exagera, pule fora da relação. Bons Dons são zelosos de suas peças e geralmente tem comportamento gradual e responsável.

Obedeça com alma e coração; se antecipe. É mentira dizer que submissão é passividade. Alguém espalhou esse boato idiota e muita gente acredita. As maiores submissas são grandes conselheiras e verdadeiras Valquírias na defesa da Casa de seu Senhor. E é assim que uma mulher pode, através da sua fragilidade, tornar-se o tesouro mais precioso para um homem forte.



Marte
Dominador, RJ


Texto publicado no blog O Sagrado Masculino e gentilmente cedido pelo autor para publicação neste blog.

22 de nov de 2014

Cadência D/s

Clique no play para ouvir a música

Há algum tempo atrás, ouvindo a delicadeza de um violino, me pus a pensar sobre o comportamento de uma submissa.
E hoje, tive a mesmíssima impressão - o de misturar músicas com BDSM, rsrs.
Sei que a maioria dos brasileiros não possuem muita afinidade com a música clássica, mas suas características sonoras impecáveis, são as que mais me fazem divagar - entre música e devassidão.


Percebam a cadência perfeita das notas, a calma, a precisão, a dedicação desprendida.
Sintam a expressão dos músicos, em busca da excelência, da ultrapassagem dos limites. O prazer estampado nas feições.
Observem o modo como o Maestro dita as regras e conduz os músicos a um deleite inimaginável de sons...e porque não dizer? De pura poesia. Ele conduz e, os músicos o seguem, com a vontade e precisão de seus reais desejos, não há melindres ou comportamentos fabricados. Ou é ou não é.

Mas convém lembrar, que tais músicos estudaram praticamente uma vida inteira, para atingir esse estágio de compreensão, essa simbiose entre Maestro e os mesmos.
...
Agora muitos vão se perguntar. E o que isso tem a ver com BDSM, perséfone, sua doida???
TUDO. Absolutamente tudo!!!



Pois BDSM pra mim, ultrapassa o nível das mediocridades humanas, é prazer cru, pervertido e insano, que pode nos levar a níveis mais altos do êxtase - enquanto nos permitimos caminhar por ele, superar/buscar e sair da zona de conforto.

A cadência da submissa...ela trilha um caminho tímido e medroso no início de sua jornada, ela é uma névoa disforme, quase imperceptível...uma doce e sincera mulher, que deseja com uma urgência feroz, ser levada a outros patamares do prazer desmedido, como as notas crescentes de uma orquestra bem treinada. E pacientemente, vai tomando forma.

A figura do verdadeiro Dominador, o Maestro que rege essa mulher intensa, que com sua habilidade/sensibilidade, tirará notas cada vez mais complexas dela...é um processo, um caminho, uma vontade de prosseguir. Qualquer falha Dele ou dela, será preciso parar todo um processo, e recomeçar. Como acontece na relação de qualquer natureza. E quando se tem vontade.


A lógica de tudo: o cuidado. Imediatismos/insensatez e despreparo, não cabem aqui. Como na orquestra, rs. >.<

E gozo dos D/dois, o ápice "musical". O objetivo que juntos, atingem. A/ambos, uma verdadeira simbiose.
Tudo não parece o intenso Bolero de Ravel???
Hum?
:)




perséfone-core
submissa, SP


17 de nov de 2014

Amor de escrava!


- Já disse que TE amo?

Sempre faço essa pergunta ao meu DONO e ele sempre responde de forma carinhosa, dando-me oportunidade para demonstrar meus sentimentos mais puros... mas, pensando bem: que amor é esse?

O meu amor é “Amor de Escrava” , e amor de escrava é um amor gigante. É louco o amor de uma escrava... É forte, intenso, incondicional, despudorado, desmedido, escancarado... é um amor real...
Amor de escrava é amor sem a cobrança do ciúme, sem a marca registrada do compromisso, sem a dor da insegurança. É amor de verdade. Amor ágape. Amor divino...sublime.

Uma escrava quando ama supera limites, entrega-se por inteiro, admira seu Senhor, lê as entrelinhas da relação e chora de prazer, obedece ao olhar, agradece o castigo, quer ser melhor a cada instante e na maioria das vezes consegue ser...

Mas não se engane... O verdadeiro amor de escrava passa por constante mutação. É raro, e se não for cultivado diariamente pode ser perdido sem qualquer explicação.

Não se ama um amor de escrava da noite para o dia... é preciso estar disposta a ser melhor, eliminar conceitos e preconceitos baunilhas e entregar-se ao que vier, mas como tudo tem um preço... o amor de escrava não é um amor âncora... não fica preso eternamente.
Amor de escrava é amor libertino, não disfarça o tesão selvagem e sempre pronto. É oferecido está sempre "aberto" para receber o que escorre pelas pernas, o que vem da saliva, da chuva...
O amor de escrava é tão perfeito que tem vários sinônimos: devoção, obediência, desprendimento, confiança.
Entender o significado desse amor deu-me um rumo definido nesta minha caminhada. 

Obrigada, Senhor ALDO, por fazer-me acreditar na beleza e nas dores de amar como uma escrava, mas principalmente, por conceder-me a honra de entregar esse amor ao Senhor.


TUA escrava apaixonada.

{myrAh} de ALDO


* Texto publicado no blog Nos Jardins de {myrah} de ALDO e gentilmente cedido pela autora e seu Dono para publicação neste blog.

11 de nov de 2014

Por uma única vez...


O dia da sessão aconteceu. Não era ainda a sessão de encoleiramento, nem sabia se teria uma, era tão somente e apenas uma sessão de conhecimento. De reconhecimento de afinidades…(afinidades físicas, talvez).

A submissa de alma, de momento, de ocasião, seja lá como ela se definia, estava lá pronta pra vivenciar fantasias.

Estando lá  fez  todo o possível e, como muitas de nós, na maioria das vezes, o impossível para agradar o pretenso Dono.

No entanto, o ‘agrado’ tão almejado por ela, não aconteceu. Contrariando todas as afirmações das conversas virtuais, aquelas mesmas em que já era considerada posse Dele, por Ele.

Ela não superou as expectativas Dele… as dela não foram levadas em consideração,.. ora ora ela é apenas uma, mais uma, ‘submissa’.

Na volta pra casa lembra inquieta e angustiada daquela hora em que se desequilibrou e saiu por segundos da posição, lembra também o momento do olhar, quando olhou nos olhos do Dom e não era pra olhar ou seria pra olhar e  tímida ela não olhou… Sem contar que a textura de sua pele, a cor da de seus olhos e  a espessura dos fios de seu cabelo, definitivamente,  não eram o que Ele esperava. Mas…

Por meio de uma única e, exclusiva vez, não O agradou

Que importa se ela mexeu em sua agenda, comprou lingerie nova,  fez barba cabelo e bigode, fez tudo para agradá-lO? Mas…

Por meio de uma única e, exclusiva vez, não O agradou

A menina O honrou, O idolatrou, estava ali a mercê Dele. Entregue, nua e aberta, para os desejos e a realização Dele. Mas…

Por meio de uma única e, exclusiva vez, não O agradou

De uma maneira, mais pontual, temos o significado do agradar: Contentar, satisfazer, causar prazer. De uma forma informal podemos dizer também: fazer carinhos, afagar.

Do jeito submisso de ser,  a menina  venceu seus medos, despojou suas vontades, ofereceu sua essência, escancarou sua alma, se preparou emocional e fisicamente para tal encontro, para tal vivência…fez tudo para agradá-lO, para satisfazê-lO, para dar-LhE prazer. Mas  o que dizer quando:

Por meio de uma única e, exclusiva vez, ela não O agradou.



ternura εïз

7 de nov de 2014

UM DOMINADOR CONSIDERA

Sobre disciplina



Quanto mais eu construo uma crença libertária compatível com minha sexualidade, mais severo me torno como Dono. Se todo desejo é uma perversão de um valor nobre, quanto mais liberto você é; mais perverso você será caso se permita.
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Nunca fui tão exigente em relação a disciplina como tenho sentido necessidade de ser. Comigo mesmo e em relação a qualquer pessoa com a qual venha a me relacionar. Isso é um sinal inegável de alguma espécie de procura fina, já não me servem as belezas indomadas, as que não se curvam. Eu só vejo riqueza no que posso investigar a meu modo. Decifrar e devorar. No que me é dado voluntariamente e com mansidão. Perdi o interesse em disputar palmo a palmo essas confianças; ou elas são dadas ou não são. No fundo é assim que funciona.
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Uma vez entendidos os limites de cada um não pode haver fricção acerca dos papéis; porque essas disputas destroem a beleza da cooperação todinha. Quem dá poder a seu Dono é você, no final das contas.
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As pessoas acham que pervertidos são caras que se excitam com qualquer coisa. Sacanagem com os pervertidos. Na verdade é o contrário, pervertidos precisam de estímulos tão específicos e incomuns para se excitarem que sua sexualidade é muito menos abrangente e muito mais profunda que a de pessoas médias. Portanto a maneira de nos atingir tem que ser profunda, não generalizante. E assim, de nossa parte, respondemos com profundidade. E as coisas funcionam.
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Disciplina tem a ver com a profundidade da entrega. Com o sentido do ato de ver-se disciplinada, psicológica ou fisicamente, muito mais do que com o ato físico propriamente. A disciplina é a prova de submissão voluntária.
A aceitação da violação se materializa na disciplina. E a disciplina é a oportunidade da submissa demonstrar uma série de coisas a seu Dono; profundas, sobre o tamanho da sua entrega.
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Se há aceitação emocional da figura violadora pra além da aceitação sexual; isso é como dizer eu te amo na literatura do Marquês de Sade. A beleza disso é única e só quem já viveu momentos assim sabe.
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Disciplina é muito mais que obediência. E muito melhor.

Marte
Dominador, RJ


Texto publicado no blog O Sagrado Masculino e gentilmente cedido pelo autor para publicação neste blog.
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3 de nov de 2014

Quando a senzala cresce


A ideia aqui não é mais uma discussão sobre o assunto, quem gosta e quem não gosta, aceita ou não aceita, já teve ou nunca terá irmã de coleira.
A intenção é refletir sobre o papel de uma das envolvidas em um relacionamento a três: a primeira escrava.
Por primeira entenda-se a mais antiga, a que chegou primeiro ao canil ou senzala, a que já estava servindo ao Dominador quando da chegada de uma possível irmã de coleira.
É, na minha opinião, o papel mais difícil, o mais desconfortável e o mais delicado nesse momento pelas várias responsabilidades que recaem sobre essa escrava.
Por menos atribuições que o Dono lhe dê em relação a nova aquisição, ela tem o dever de contribuir para que a nova relação dê certo. Sendo assim, precisa ser vigilante com seus atos, com suas palavras, para que não seja mal interpretada em suas intenções... por uma coisa mínima pode-se melindrar a outra ou até mesmo passar a impressão de estar trabalhando contra, o que é muito comum pensarem da mais antiga. Somos responsáveis pelo que fazemos e dizemos, nunca pelo que os outros entendem mas, nesse caso, é um pisar em ovos o tempo inteiro, ter que ser extremamente cuidadosa e esse policiamento constante pode trazer uma carga grande de ansiedade.
Há também a insegurança, que precisa ser refreada. A insegurança se instala quando a novata começa a receber todas as atenções. É justo que ela precise de adestramento, do olhar atento do Dono sobre ela para que venha a serví-lo da forma que ele deseja, ou seja, precisa de atenção redobrada. Além disso, não se pode negar que é "carne nova" e estará também no centro dos desejos do Dono.
E por mais que tenha sido combinado, por mais que se tente racionalizar esse momento às vezes torna-se impossível à antiga não se perguntar: não estou sendo suficiente para o meu senhor?



E assim, a recém chegada solta e fresca, sem muito a perder, só a aprender, acaba tornando-se muito mais leve, enquanto a antiga, se não dominar todos esses sentimentos, ações e reações, pode acabar tornando-se uma pessoa pesada, às vezes não para o Dono mas para si mesma, diante de tantas situações com as quais precisa lidar e que vai represando em nome da harmonia da Casa e da paz do Dono. E esses sentimentos represados podem chegar a tal nível que não se consiga suportar, trazendo grandes angústias.
E como não passar por isso? 
Não existe uma fórmula, cada situação é uma, cada um tem uma forma de administrar seu canil mas a essa submissa mais antiga cabe não esquecer seu papel, manter-se firme em seus propósitos de servir, independente de quantas ele tenha, mantendo o foco no Dono e não na irmã e no que está sendo feito com e para ela. Fácil? Não, é muito difícil... mas vale a paz de espírito, a manutenção da autoestima e o reconhecimento de sua própria importância para o Dono pois sem ela, a relação a três não se concretizará. 
Ao Dono, cabe não esquecer que a mais antiga também precisa de atenção nesse momento, por todas as responsabilidades que tem e mudanças pelas quais estará passando. É dele grande parte do trabalho de fazer com que todas sintam-se bem para que veja realizado seu objetivo de ter uma senzala harmoniosa e feliz.
Quem cuida bem, tem.


 {Vita}_ST

Feliz propriedade do Senhor da Torre

30 de out de 2014

UM DOMINADOR SUGERE

A importância da comunicação nos relacionamentos D/s



"A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face a face, ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a internet, a fala, a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional" (Wikipédia)

É importante encontrar, entender e praticar as diferentes maneiras de se comunicar, tendo em mente que uma relação com outra pessoa deve ser baseada na honestidade, na confiança e na comunicação. A comunicação não pode existir sem a honestidade e a confiança. A honestidade e a confiança não podem existir sem a comunicação. Se nenhuma dessas qualidades existe em um relacionamento e, especialmente, em um relacionamento D/s, então realmente não existe um relacionamento.

O primeiro fator a ser abordado é a construção de um relacionamento. Para algumas pessoas, a comunicação é uma questão muito difícil. Para essas pessoas é preciso tempo e os(as) parceiros(as) certos(as) para que se possa criar confiança e uma sensação de segurança. Isto pode ser feito lentamente, ao longo de um período de meses ou até mesmo anos. É um processo lento. Ambas as partes envolvidas precisam entender isso e serem pacientes. A pessoa que está tentando se comunicar abertamente deve estar disposta a arriscar parte de si mesma e estar aberta para a dor que pode ocorrer, protegendo-se o melhor que pode ao longo do caminho.

Relacionamentos não são construídos em um dia, uma semana ou um mês. Esse tempo serve para a construção dos alicerces de um relacionamento bem sucedido. Sempre ser o mais honesto possível. A honestidade nunca deve ser um problema. Dizer a verdade é realmente a melhor política, mesmo se algo é muito doloroso para ser dito. É sendo honesto que a confiança é adquirida por ambos, o respeito obtido em seguida e a relação pode continuar a avançar. Tanto a confiança como o respeito levam a uma comunicação mais aberta.

Em um relacionamento D/s a comunicação se torna ainda mais importante e delicada. Quando se conhece uma submissa, a sensação de que ela possa vir a ser sua peça, faz com que a honestidade e a confiança seja construída e formada para ambos com objetivos diferentes. Lembrando da premissa básica de que a meta é ser honesto e comunicativo, uma submissa deve informar os seus sentimentos e  limites, principalmente em uma sessão.

O Dominador é uma pessoa como qualquer outra, ele tem sentimentos que são tão sensíveis e reais como os da submissa e é importante manter isso em mente.  O Dominador deve ser receptivo, compreensivo e paciente, pois tal postura estabelecerá e manterá  uma comunicação entre ele e a submissa de tal forma que a relação tenha sucesso. Não é um caminho fácil, mas vale a pena.

A comunicação entre o Dominador e submissa é crucial para que o relacionamento D/s tenha sucesso. O Dominador deve estar disposto a falar sobre seus desejos e sentimentos e a submissa deve constantemente, diariamente, minuciosamente estar ciente da necessidade de ser o mais aberta possível com o seu Dono. É importante para o Dominador lembrar que esta não é uma tarefa fácil para a submissa. Ele deve ter o foco, a vontade e o esforço consciente. Por assim dizer, cabe ao Dominador o apoio e o reconhecimento para ajudar a manter a disposição da submissa para tentar colocar-se na linha.

Ao conversar com sua submissa o Dominador deve olhar em seus olhos. Esta forma simples de comunicação é muito importante nesta época de bate-papo no Facebook, Whatsapp e e-mail, pois muito se pode expressar através do tom de voz e da expressão facial. Gestos e a linguagem corporal são importantes, pois isso vai ajudar a confirmar uma tentativa de ser aberto e honesto. Também ajuda expressar a sinceridade de suas palavras. O respeito deve estar presente.



LuciusGhostwish
Dominador, SP

*Texto publicado no blog de Sir Lucius Ghostwish e gentilmente cedido pelo autor para publicação neste blog.

22 de out de 2014

Conversa entre submissas III

Você é mesmo submissa?


Foto do arquivo pessoal de {Vita}_ST


_Amar, pq vc, com tanta experiência e tantos anos de BDSM, não participa dos debates e discussões sobre o assunto nos sites? Com certeza daria ótimas contribuições...

_Ah, amada, as vezes tenho muita vontade de participar, mas é que a grande maioria das discussões acaba perdendo o foco e se transformando em briga por poder. Isto acontece naturalmente, penso que é do ser humano querer acertar a qualquer custo, não admitir que se é bom ensinar, aprender é melhor ainda. Não estou me eximindo deste erro, por isso mesmo prefiro só ler.

_Eu digo e repito que vc deveria participar. A submissão vem sendo muito desvalorizada, desvirtuada. Hoje em dia qualquer pessoa se intitula submissa sem ter ao menos uma leve ideia do que isso significa. E não contentes, costumam ridicularizar aquelas que se dedicam a isso, como se não tivessem amor próprio, como se fossem pessoas desprovidas de inteligência, servindo apenas por não terem autoestima ou opção.

_E o que é uma submissa, Vita? O que somos?

_ Por vezes somos apenas acessórios. Por nossa escolha. Por termos genuíno prazer em servir.

_Sim. Na maior parte do tempo guardadas, algumas vezes lembradas, usadas, guardadas novamente... frequentemente esquecidas num canto qualquer.

_Segundo este raciocínio, Amar, quem poderá dizer que é realmente submissa? 

_Penso que são raras, miVitAmada... Quer ver? Vou fazer umas perguntas baseadas no significado do termo e na etimologia da palavra "submissão". Penso que muito poucas mesmo poderão responder afirmativamente a estas perguntas:

Aceita não saber quando seu Dono vai te escrever, se vai responder aquele email que vc enviou faz tempo, quando vai aparecer para uma conversa no skype, quando vai te telefonar? 

Aceita, sem reclamar, não ter permissão prévia para telefonar para o seu Senhor ou lhe enviar um SMS?

Aceita que seu Dono converse, ou negocie, com outras submissas sem que vc tenha conhecimento do fato e que ele tenha quantas escravas desejar?

_Eu perguntaria também quem aceita que o Dono tenha as senhas de seus emails, perfis e que interaja neles conforme a vontade dele.

Também, quem aceita que o Dono corte pessoas da sua lista  de contatos sem nenhuma explicação.

E quem aceita que o Dono interfira em sua vida pessoal, determinando cada passo do seu dia?

_Vita, eu perguntaria quem aceita que o Dono a usasse quando ele quisesse e não quando ela desejasse, que as práticas fossem sempre da escolha dele, que não existissem limites para essas práticas e que aquela seção com velas que a atrai tanto sequer fosse lembrada.

Quem aceita que ele trate outras submissas de forma e intensidade diferente, pois cada mulher é única e só o Dono sabe o que cada submissa merece e precisa. 

Quem aceita as situações acima com leveza, consciente que seu papel subserviente em nada afeta seu amor próprio e que, ao sentir ciúmes, sinta ao mesmo tempo muito prazer pq afinal é uma masoquista e não uma mártir.

Por fim, quem aceita estas regras sem neuras, ou espera que sua relação seja nos moldes de uma relação baunilha e que a D/s fique restrita apenas aos momentos de seção.

Se alguma responder afirmativamente...

_Peraí, Amar... explica isso dos ciúmes melhor... juro que não entendi.

_Até parece que vc não me conhece, Vita, então não sabe a masoquista de carteirinha que sou?

_Até sei, Amar, mas será que é o que estou pensando? Você se excita com os ciúmes que sente do seu Dono??? É isto????

_Hum Rum!!! Quando meu DONO comenta suas peripécias amorosas e sexuais com outras mulheres é como se um punhal fosse cravado fundo no meu peito, amada... quase morro das dores dos ciúmes... só que, enquanto o punhal fica lá sendo retorcido dentro de mim, ao mesmo tempo e na mesma intensidade, sinto um tesão miserável... meu peito sangra e, ao mesmo tempo, minha calcinha molha de tesão em igual proporção... Entendeu?

_Só entendi que posso viver um século e mesmo assim não verei tudo... afffeeee.... o.O

_Voltando às perguntas, Vita... A quem as responder sincera e afirmativamente eu direi: "Você é realmente uma submissa." 
As que não responderem eu direi que podem ser empresárias de sucesso, intelectuais, pesquisadoras, cientistas, lindas modelos, manequins, mulheres muito sedutoras, cantoras, atrizes, celebridades... enfim, se não podem ser felizes com uma submissão no nível acima, se não encontram prazer em por vezes serem apenas acessórios, eu sinto muito... Elas podem ser qualquer coisa, amada, mas devem desistir de se intitular submissas pois será, no mínimo, uma injustiça com as que são.

_Mesmo assim, penso que você deveria participar...

_Ah, minha amiga Vita, deixo pra elas as discussões... enquanto elas discutem, eu sirvo... ok?


Foto do arquivo pessoal de Amar_SD




14 de out de 2014

Caminhando sozinha


E agora, o que faço com essa tal de liberdade?
Como pode uma submissa sobreviver sem o prazer de servir? 
Como ser feliz em liberdade?
Eu realmente não sei. 
Não sei como viver sem regras, sem ordens, ou disciplina.
Sinto tanta falta de pensar em alguém que tenha nas mãos a guia da minha coleira, de ter alguém pra agradar e seduzir.
É triste acordar e não ter um Dono pra desejar bom dia. Passar o dia sem tarefas pra cumprir, sem ter alguém a quem servir.
Como posso ter prazer em viver sem ouvir a voz dura ou macia do Dono, me mandando fazer isso ou aquilo, me excitando, me humilhando de todas as formas que o fazem bem... Dando-me idéias de situações que poderemos vivenciar... Deixando-me criativa, me deixando ir além do que eu jamais imaginei poder ir... Como posso viver sem dar prazer, sem satisfazer os desejos de quem pertenço?
Outro dia, uma amiga me chamou pra sair e eu demorei pra responder. Pensei: 
“Preciso pedir permissão antes de aceitar” e logo conclui: “Mas, pedir permissão pra quem? Não tenho Dono.”
Aceitei o convite, mas achei estranho poder sair sem pedir permissão a alguém e dar-lhe as devidas satisfações do que iria fazer, com quem e a que horas.
Estar livre é difícil demais pra quem um dia experimentou ser cativa. E agora? O que faço com essa tal de liberdade?
E na hora do tesão? Cadê os e-mails do Dono com vídeos que me molhavam inteira? Como irei gozar sem seus estímulos?
Isto não foi um lamento... É mais uma reflexão. O que passou, passou. Está resolvido.
Apenas me dei conta que viver a submissão me faz muita falta... Sigo, enfim, buscando vive-la novamente. Pode ser que demore, pode ser que não. 
Não importa o tempo... O que vale é que tudo é aprendizado e é caminhando que se faz o caminho. 



Úlima Ayumi
submissa, SP



5 de out de 2014

UM DOMINADOR DECLARA


Os dons de um Dom


Eu já escrevi aqui, em um texto anterior, que encontrar uma sub é uma aventura complexa, em que se encerram uma série de situações nas quais, quem conduz, deve ter paciência, calma, frieza e muita orelha ... rs.
Hoje, queria falar um pouco da fase anterior a essa: a aproximação e a conquista.
Já ouvi muitas reclamações de que sou inflexível, radical e que acabo "espantando as subs"; muitas delas, segundo elas mesmas dizem, com enorme potencial ... e acredito. Hoje, muitas estão felizes com seus donos e algumas ainda são minhas amigas.
O que acontece é que eu creio que, na fase de conversa prévia, eu não devo mentir pra ninguém: não preciso disto para conseguir sexo; nem mesmo afeto ou atenção.
Sou um dominador sádico há anos e já realizei quase todos os meus desejos nisso aqui ... mas sempre estamos abertos a novas e potenciais clientes. E eu adoro conversar!
O que acontece, quase sempre, é que as subs se aproximam se esquecendo de ler a lista de fetiches ... ou acreditam que, por serem bonitas e encantadoras, vão "dobrar" o dom. Bem, esse aqui é um negócio simples. E eu sempre deixo claro que não busco ninguém ... espero alguém. E não conquisto ninguém ... sou conquistado. Pela obediência, pela entrega, inteligência, etc.
Acaba sendo curioso que, ao não conseguirem me moldar ao desejo delas, no final, ainda queiram me ensinar a conduzir as coisas .,,, rs.
Eu prefiro sempre ser claro e, quando tenho uma pequena abertura, dou mostras do que posso fazer ... e tenho segurança no que sei e posso realizar. Também tenho confiança na minha avaliação psicológica da sub: sempre, em pouco tempo, eu a surpreendo conhecendo seu íntimo. Bom ... estou apenas fazendo meu trabalho.
Esse empenho tem sua contrapartida ... é uma troca, afinal.
O que vejo é que, às vezes, as mulheres que desejam se submeter não tem muita noção da realidade em que estão se metendo. Se assustam com pequenas coisas, até ... e o medo faz parte disso, do BDSM. E eu sou sádico ... rs ... adoro ver alguém apavorada ... hehehe.
Mas é estranho que alguém se aproxime de um cara como eu, querendo que eu a domine "como ela quer". Eu sempre entendi isso como um jogo de adultos em que, quem dá as regras sou eu.
E, se me procuram, deve ser pelo que eu sou. Pelo que eu faço. Pelo que eu vou fazer ...
O grande poder do dom está em pegar uma mulher e transformá-la para ele. Eu tenho isso. Quem quiser, pode provar. Mas não tente me conduzir ... rs. Esse trem tem apenas um condutor. Quem quer uma relação horizontal, ainda que nas aparências, não deve se aproximar ... sou hard. HARD, HARD, HARD. E sei esperar ...
Até que alguém interessada no que eu tenho a oferecer, bata à porta do canil. Ser submissa é se submeter, não o contrário. E, sinceramente, ninguém tem a obrigação de me servir. Não gostou, procure outro! rs. E eu também não tenho nenhuma obrigação de possuir, então, por que eu mudaria? rs.
Algumas amigas se preocupam porque estou sem sub ... faz parte. Acontece ... rs. Mas eu prefiro assim, por ter certeza de que, quando acontecer, vai ser como EU quero. Non ducor, DUCO.
Bom café.



GtT
Dominador, SP

Texto publicado no Fetlife e gentilmente cedido pelo autor, Sr GtT, para publicação neste blog.

30 de set de 2014

Lealdade canina


Cães representam a amizade, a fidelidade, o amor incondicional, e não é à toa que são considerados os melhores amigos do homem. 

Dificilmente um cão abandona seu dono, é mais comum ver o animal ser abandonado.  Mesmo em condições pouco favoráveis, como em tempos de escassez de alimento e outras necessidades, ele continua ao lado do dono, sendo o amigo leal e dócil.  

Alguns poderiam, se quisessem, escapar facilmente e não mais voltar, afinal há outros que poderiam acolhe-los, dar-lhes teto e alimento, talvez até mais confortável e abundante. Ou  apenas aproveitar a liberdade, vivendo sem regras, sem coleiras, grades ou paredes que os aprisionassem. Ao invés disso, eles ficam por ser ali o lugar em que preferem estar, por sentirem ser aquelas as melhores mãos para lhes cuidar. Eles gostam de estar ali, gostam é daquele dono e é sob os cuidados dele que desejam permanecer. Mesmo que o teto seja um viaduto ou marquise, mesmo que o alimento não seja o mais farto, é esse que os satisfaz. E simplesmente não desejam escapar. 

Coleira, paredes e grades podem aprisionar, porém não criam laços de afeto e lealdade. 

Permanecer é escolha e desejo, a lealdade está na força do laço que os une. Se houve a escolha, se há o desejo e, se a ponta racional desse laço não o desfizer, a outra ponta do laço dificilmente fará, salvo em condições extremas.

Caso dependesse da vontade cão, ele seguiria o dono a qualquer lugar, sem tempo bom ou ruim. 

Não é a toa, também, que a escrava é comparada a uma cadela. Sua lealdade ao Dono é, de fato, canina. 


Manter-se leal sob condições nada favoráveis é algo que pode parecer um feito heroico para alguns e, para outros, trata-se apenas de instinto natural, pois, a lealdade existe independente de haver razão para tal.   

Assim como alguns podem não apreciar a comparação com um cão, a comparação poderia ser injusta, também com os cães! Pois, sua lealdade é puro instinto. Ele não finge gostar e não faz exigências para permanecer leal e dócil a seu dono. Ele precisa apenas sentir-se abrigado, protegido, desejado e ter prazer de estar a seus pés.

Ambos se escolheram e criaram laços que não desatam facilmente. 

Ser tida como a cadela do Dono é orgulho e prazer, sinônimo de lealdade e submissão, de laços firmados e reafirmados a cada dia de entrega...



luah negra

26 de set de 2014

UM DOMINADOR DESTACA...

O BDSM tem regras?


Dizem que o BDSM não tem regras por não estarem escritas. 
De fato, não existe o Grande Livro das Leis do BDSM. Se existe, nunca o encontrei.
Entretanto, há regras próprias dentro de cada relacionamento, regras gerais no convívio entre os praticantes e a maior delas, para a segurança dos envolvidos, o SSC.

Diz-se de regras: são normas, preceitos, princípios ou métodos. Dessa forma, não precisam ser oficiais. Nem mesmo estarem escritas.
Basta que um grupo tenham-nas como norteadores de comportamento durante um grande espaço de tempo e assim como os fatos sociais, cristalizam-se.

Esta reflexão caminha no sentido oposto ao que chamam de "meu BDSM". 
O BDSM não é meu. Nem seu. Não é de ninguém.
Apropriamo-nos de seus preceitos para vivermos dentro de um contexto que nos é atraente e, muitas vezes, necessário a nós.
Quanto a observações acerca dessa ausência de regras, costumo dizer o seguinte:

"Imagine-se chegando com uma raquete de tênis a um campinho de futebol onde alguns amigos estão jogando uma pelada, algo que fazem há anos nos fins de semana. As regras ali não estão escritas, não existe a formalidade do futebol profissional, é apenas uma brincadeira e por isso vc entra com sua raquete e começa a rebater a bola, enquanto os outros a chutam. Eles estão jogando futebol; vc apenas pensa que está."

O que rege o BDSM está contido dentro do significado  dessas quatro letras: Bondage, Dominação, Submissão, Sadomasoquismo. O que está fora é fetiche.
Ao contrário do que muitos acreditam, as práticas BDSM estão contidas no vasto universo dos fetiches, não o contrário, por ser o fetichismo muito mais abrangente.

E, dentro dessa esfera gigante fetichista, o maior problema é a confusão em torno disso. Não basta ter um fetiche para ser Bdsmista, é preciso estar contido dentro daquelas quatro letras. É preciso jogar o jogo do poder seguindo suas regras de consensualidade, segurança, ética, bom senso, bom uso do que está em nossas mãos e cuidados em geral.

O "meu BDSM" tem causado muita confusão. Usando dessa premissa, alguns o têm utilizado pelas mais variadas intenções. E tem havido abusos, prejuízos à saúde física, mental e emocional, prejuízos financeiros, traumas, riscos de todo tipo, choro e ranger de dentes. 

Se as pessoas realmente atentassem para o perigo que representa o "meu BDSM", talvez mudassem de ideia e voltassem a considerar viver o BDSM que não é meu, nem seu... mas que é seguro PARA TODOS NÓS.



William Gama - Dom

22 de set de 2014

Comunicado



Meus queridos!

Sou Amar Yasmine, a escrava submissa do SENHOR DIABLO, adepta ao BDSM desde 1998.
Por imposição do Facebook, se eu quiser manter ativo meu perfil, tenho que usar meu nome de Carteira de Identidade.

Arbitrariedade?

Invasão de privacidade?

Dêem o nome que julgarem melhor.

Podem julgar até que é um cuidado do programa com a segurança de seus usuários..rs.. o que acreditarão os incautos que ignoram que segurança é promovida através da Educação e seu interesse é responsabilidade dos governantes. Não é um programa que impedirá a ameaça das invasões.

A mim pouco importa. 
Não me preocupa em nada que o mundo saiba que eu, Graça Fernandes, profissional da Comunicação Social, seja uma adepta ao BDSM e conhecida em seu meio pelo respeito e a seriedade com que o pratica, desde que nele se encontrou.

Sou mãe responsável. Criei meus filhos dentro da verdade. Tanto eles, quanto toda família, amigos, profissionais professores, jornalistas, publicitários, relações públicas, escritores, historiadores, músicos, os da área da saúde e até políticos com quem já trabalhei sabem da minha escolha de vida pessoal.

Já fiz palestra sobre o tema BDSM para professores coordenadores e alunos do curso de Psicologia da Faculdade Newton Paiva Ferreira, em auditório lotado.
Não me diminui ser uma escrava submissa. Isto é, na verdade, motivo de orgulho e prazer, pois minha entrega é de livre vontade e o que me encanta e fascina. Assim como me fascina a busca do Conhecimento.

Portanto, está aí meu nome como me foi exigido pelo Facebook. 
Manterei o Amar Yasmine do SENHOR DIABLO registrado nas minhas fotos pessoais, pois é o que me realiza como fêmea.
Estejam bem e felizes
Abraço caloroso a todos!

Amar Yasmine do SENHOR DIABLO

ou

Graça Fernandes

*como preferirem*


18 de set de 2014

Cuidar e ser cuidada


Se  a casa de um homem é seu castelo, o que dizer, então, da casa de um Dominador? 
Ela é o castelo, o templo, é a fortaleza que abriga Seus tesouros. E, sendo um bem precioso, do qual Ele é o Rei, Autoridade Suprema, Dono e Senhor, Ele cuidará para que sua propriedade não venha a ruir. 

Esse cuidar vem desde a construção da base, estendendo-se aos reparados dos desgastes causados pelo ação do tempo. A solidez de sua obra depende desses cuidados.

O cuidado se faz sempre necessário, afinal, quem usa, cuida.

Entretanto, vejo muitas expectativas girando em torno dos cuidados do Dom para com sua submissa. Algumas delas, parecendo-me um tanto distorcidas. Uma frase que leio muito; "quero um Dom que me cuide ". E quem não quer alguém que lhe cuide?! Seria essa a missão da escrava, a de ser cuidada e não a de servir ?! Acho que ainda é a de servir, acho!

Ainda assim, cuidar e se cuidar é uma necessidade constante, pois, alguém que não esteja bem física e mentalmente não tem condições de prestar bons serviços.

Mas afinal, o que seria esse cuidar, o que a escrava deve esperar de cuidados?

Esse cuidar é amplo, envolve nuances muito particulares, dessa forma, cada um tem definições específicas de cuidar e ser cuidado, que se enquadrem em suas  necessidades e buscas. 

De um modo em geral e dentro do contexto BDSM, o bom senso no uso é cuidar, a orientação de como se portar em determinadas  situações, os ensinamentos, o poupar a escrava em momentos difíceis, o amparo emocional, o prepará-la para situações que exigirão dela mais que o habitual, enfim, não danificar a peça e promover um crescimento mais amplo possível, são cuidados necessários e bem-vindos. 

Poderia-se dizer que esses são deveres de quem usa, pois, ainda que sejamos meros objetos de uso e prazer para o Dono, não somos algo que se usa e joga fora inutilizado. Portanto, quem usa, cuida! Dessa forma, torna-se desnecessário falar em deveres,  já que eles encontram-se inseridos no contexto geral do uso, também,  não me cabe fazê-lo.

Isso não quer dizer que escrava não precise de atenção, de carinho, compreensão e até do colinho do Dono, nem que a cadela não precise de um petisco, de um ossinho fora da  refeição ou daquele afago sempre muito bem-vindo. Precisamos, sim. 


Quando nos entregamos para o servir, estamos nos entregando, também, aos cuidados Daquele a quem servimos, porém, que não seja o ser cuidada o objetivo maior da entrega. Pois, assim o sendo, perderia-se o sentido da mesma.

Estar sob os cuidados do DONO, não nos exime de tomar os nossos próprios cuidados ou de ter responsabilidades com a nossa integridade física, mental e sentimental. Quem seria o responsável por um coração partido, por uma desilusão senão aquele o entrega e que se ilude?!   

Os cuidados são responsabilidades de quem  os recebe e também de quem os entrega.

ELE me cuida, eu me cuido, N/nós nos cuidamos... e assim seguimos. 


luah negra