27 de mar de 2014

Ciúmes da submissa


Tenho até medo de escrever sobre algo de tal teor, mas vou me arriscar e vou tentar. Por ser um assunto espinhoso, muitas preferem não tocar no assunto.
Mas vou falar das minhas impressões. Não vou abordar sobre questões conflituosas, como por exemplo, de irmãs de coleira; nem tampouco criar situações fictícias, com nomes trocados, para explicar o assunto. Não. Vou falar de mim. Talvez daí, podemos tirar uma idéia, discordar ou simpatizar.

Sempre fui uma mulher desapegada. Nos meus relacionamentos baunilhas, nunca fui de ficar "no pé" de meus parceiros. Vivia e deixava viver. Pensava que se ele estava comigo, era por sua vontade e o que fazia quando estava longe de mim, não dizia respeito a mim. Ou seja, sempre respeitei a individualidade do meu parceiro, procurando não despertar no meu íntimo, sentimentos de posse e egoísmo. Mas, todos nós sabemos que existem pessoas que amam incitar inseguranças várias, para ver seu parceiro sofrer e por consequência, tornar-se um ciumento em potencial. Tudo é relativo. Vai depender bastante e também, do grau de maturidade de seu parceiro.


Estou falando de relações baunilhas. Mas haverá uma diferença no BDSM? Olha, eu acho que NÃO! Depois de 5 anos, lendo e observando, percebo que NÃO! No BDSM, camuflamos sentimentos e a hipocrisia é muito, mas muiiiito mais acentuada. Vemos juras de amor entre as pessoas e um pé de guerra, estilo as grandes guerras mundiais, nos bastidores. É tanta hipocrisia, mas tanta, que me dá nojo. Por isso tenho permissão para escrever (de tanto pedir ao meu Senhor, rsrs).


Quem vem pra esse mundo, acreditando que estará livre de mentiras...meu caro(a), tire essa idéia da mente, pois não estará. Ah tá. O que você vai vivenciar, são apenas seus fetiches, fantasias, taras e sentimentos mais obscuros. Vai colocar pra fora isso. Mas não quer dizer que as máscaras baunilhas ficarão pra fora da sala/mundo BDSM que tanto quis conhecer.

Isso lhe acompanha, vai se esvaindo aos poucos. Ou não. Podem permanecer. Não há garantia de nada.

Eu, uma mulher desligada de sensações de posse, senti ciúmes e ainda sinto de meu Senhor!!! Sou humana, sou real, sou um ser. E jamais farei o papel de escrava perfeitinha, que chama a todas de amada, florzinha e miguxa. Não, não sou assim. Sou humana e não mascaro sensações. Sou sentimento e se sou sentimento, admito que já tive ciúmes SIM!


Já senti ciúmes em diversas situações, pois é algo que vem e não há como controlar. Na net, quando percebo as investidas das meninas (hoje já não ligo mais, rsrsrs), nas conversas de submissas que O procuram pra negociar, e em algumas sessões avulsas que vivenciei na cia de outra submissa. Sim, já interagi com meninas, Dono mandou, obedeço e sinto prazer, mas acredito que não sou bissexual e sim uma mulher safadinha, hehehehe. Safadinha e meio xaropinha, hehehehehe. Mas vamos deixar minhas safadagens pra lá, por hora.


Nessas diversas situações, o ciúme tem uma graduação. Em casos de negociação e conversas pela web, sinto um certo incômodo, mas logo esqueço, vamos dizer que sinto um "ciuminho". Nas sessões com outras que vivi, as sensações foram beeeemmm diferentes, em cada uma das situações.


Sou muito sensível e percebo a deslealdade nas pessoas. Percebo se existe carinho, empatia, curiosidade, maldade e comportamentos fabricados. Nessas referidas sessões, duas das garotas não estavam preocupadas em ter prazer e dar prazer, mas sim, em me ver triste, me por pra baixo e criar conflitos entre Dono e eu. Tenho imensa sorte de ter um Dono que percebe isso também. Dono sempre percebeu quando querem me afetar e não permite que tal ato prossiga, Ele corta na hora, não deixando que a "coisa" tome proporções que saia de seu controle. Percebem o eu quis dizer? Muito da ciumeira de uma submissa e os possíveis conflitos, podem ser atenuados, dependendo da postura do Dominador e porque não dizer? Do discernimento Dele e de sua posse. Quando mais madura emocionalmente for a escrava, menos ciúmes ela terá. 


Mas convenhamos - me permitam o comentário negativo - , hoje visualizamos fetichistas que ainda não se reconheceram em suas nomenclaturas. Um dia são submissas, no outro escravas, no outro babys, no outro mês, masoquistas, no ano que vem curiosas. Se nem se reconhecem em si, como irão vivenciar uma relação de D/s???

...
Voltando ao pensamento, isso só acontece, porque admito meu ciúme a Ele, quando aparece. Não engulo sensações. Sou escrava, mas antes de tudo, uma mulher que carrega ranços baunilhas. Meu Senhor me fez compreender que tal coisa existe e não há porque esconder, mas que isso não pode afetar o prazer que nos propusemos a ter. Sou posse Dele e sinto ciúmes, mas não posso por isso privá-LO de seus prazeres. Isso vai contra o que eu sou e procuro ser - escrava submissa.

Taí o xis da questão. Ahhhh perséfone, então eu vou ter que morrer de ciúmes? Sofrer calada?

Hum, eu não disse isso. Apenas escrevi que ciúme é algo sem controle, visto que vem da natureza humana, uma vez que surge não há como disfarçar, e sim fazê-lo deixar de crescer. Se sou posse, é incompatível com minha posição, se dirigir ao Dono cobrando Dele uma situação de igualdade, algo do tipo: ou ela ou eu! Ou isso ou aquilo!!! Ainda mais se entramos na relação sabendo que o Dominador é poliamoroso ou que gosta de ter várias escravas.

Existe atualmente uma confusão generalizada no BDSM. Meninas que procuram um Dono só pra elas e não desejam de forma alguma, superar os limites e sair de sua zona de conforto. Se é ciumenta de doer, vai fazer uma terapia, procure saber os motivos de seu ciúme e insegurança, procure ajuda, não tenha vergonha! Agora, procurar um Dono e cobrar isso Dele, hã??? Hello, se não gosta de irmãs, fique no seu mundo baunilha. Se não quer vivenciar isso, saia da relação, entregue a coleira. Procure um Dominador monogâmico (o que acho bem difícil, rsrs). Ou supere, siga adiante e supere.


Meu nível de ciumeira vem e vai, depois que converso e muito com Dono. Eu exponho minhas sensações e Ele procura direcioná-las. Às vezes dá certo de imediato, outras vezes demora mais um tempo. Mas eu sempre admito o que sinto e não mascaro. Talvez isso ajude, no meu caso, ajuda e muito.

Se não suporta conviver com a irmã, peça ao Dono, pra que não tenha contato. É tenha autodisciplina, sei que é difícil, mas procure ter. Procure outros interesses, procure ser útil pra sociedade. Trabalhe, estude, pesquise! Faça exercícios, cursos, cuide da sua beleza! Cuide de você...

Trabalhe seu carisma, simpatia. Aproxime as pessoas de ti. Tenha amigos e não se tranque para o mundo jamais! Saia, viaje, se divirta! Pois ciúmes só encontra espaço naquelas que não acreditam em si mesmas. Somos únicas e especiais. E se seu Dono ainda a quer, é porque o encantamento ainda existe em você. Pense nisso e siga.


persefone core_DC
submissa, São Paulo SP

13 comentários:

{Λїtą}_ŞT disse...

Oi pe. Não aguentei esperar para comentar nesse texto pq vc aborda pontos muito interessantes.
Ciúme é como qualquer outro sentimento humano, incontrolável. Quanto a isso sempre faço a seguinte comparação: ao dar uma martelada no dedo não podemos controlar a dor... mas podemos conter o grito. E assim, defino os ciúmes da submissa; ela não pode evitar de sentir mas pode controlar a cena, os chiliques... principalmente quando o Dono tem a capacidade de ajudá-la nisso. Somos humanas e é até possível não sentir, existem duas formas para isso: estando morta ou não amando o Dono... rsrsrs.
Outro ponto importante que vc abordou (e que pretendo ainda escrever sobre) é essa falta de essência nas pessoas que vivem mudando de status. Um dia submissa, no outro masoquista, no outro baby, no outro vanilla e por aí vai... essa coisa de ficar brincando de ser isso ou aquilo, na minha opinião, é pura falta de essência e também de seriedade. Não sei porque as pessoas acreditam que não se precisa ter seriedade no BDSM, eu acredito que sim, até às nossas fantasias precisamos ser fiéis... e BDSM é muito mais que fantasia.
Parabéns pelo texto e por se expor de forma tão corajosa. Com certeza muitas meninas vão se identificar com seu texto e sentirem-se mais confortáveis com seus sentimentos.
Agradecimentos ao seu Dono por permitir que vc escreva. Tomara te ver muitas vezes por aqui.

Beijos

Amar Yasmine disse...

Querida menina perséfone do Senhor Dom Casmurro!

Primeiro, é uma alegria ter vc aqui. A casa é sua!

Como não sentir ciúmes? Impossível. Como bem disse nossa amiga Vitinha, somos humanas. Pegando um gancho nesta afirmação, pe, afirmo que estamos sujeitas a todos os nobres sentimentos, como também aos pequenos como os ciúmes.

Não vamos censurar os ciúmes de uma sub. Vamos apenas lembrar que ela tem uma postura a zelar e deve cuidar para que nada interfira em seu propósito de dar prazer ao Dono, de retirar o peso de seus ombros, e não colocar mais um.

Estando isto sob controle, está tudo bem. Ninguém pode exigir que uma sub não sinta ciúmes.
Beijos alegres de vc aqui!

Amar Yasmine

ÜмbЯǺ_ disse...

Gostei de ler (e espero ansiosa pelo texto da vita,pois é algo que eu tambem não entendo!).
Voltando ao texto... tal como foi dito,somos humanas antes de mais. E o ciume,desde que não seja doentio, a meu ver é saudável.
Eu confesso,tambem tenho ciumes de quem se chega numa de dar conversa e se insinuar para o Dono.
E demonstro tanto por expressões do olhar(não faço por esconder mesmo lol),como até digo ao Dono ,sendo que a maioria das vezes...basta-me dizer algo ,que Ele logo se apercebe lol.
Mas o meu ciume é controlado. Tanto por Ele,como por mim. Não sou convencida,apenas sei do meu valor.
Beijos doces

umbra_CC

ternura disse...

Olá persefone linda e charmosa….Gostoso saber um pouco mais sobre suas vivencias….obrigada por compartilhar!!

Eita que os assuntos por aqui, tão ficando cada vez mais interessantes…

Bem, eu tenho participação especial nos dois temas principais abordados até agora….

Como a vitinha bem falou, não dá pra não amar o Dono, qdo a relação é real e intensa e dois seres humanos estão envolvidos…Contudo, foi aí que me perdi…'enciumei’ demais e perdi a coleira (pelo amor, aqui subentende-se que a D/s chegou ao fim)…sobrevivi e cá estou, super ponderada, ‘prendendo o dedo na porta e guentando firme a dor’…uiiiii

Outro assunto é o referente a troca de status no fet…Entendo, perfeitamente, a confusão que se tornou o BDSM, mais precisamente as redes sociais sadomasoquistas.

A geração dos 50 tons caiu de paraquedas fet afora e nós, as ‘clássicas’ que temos que lidar com a confusão geral…

Mas o que fazer se a ordem vir de patente Superior…pois foi o que me aconteceu. Estava eu numa negociação e o Dom fez com que mudasse o status de submissa para escrava. Obedeci, prontamente, mas aquilo ficou na minha cabeça, por mais que me auto-denominasse escrava submissa, a mudança para somente slave não me caiu bem e, assim que a negociação chegou ao fim, mudei o status para submissa novamente, acredito que essa minha essência fale mais alto.

Adorando essa nostálgica nova movimentação deste e dos outros espaços…sentido-me de volta ao lar, literalmente………*pisc

bjs de carinho a todas

Perséfone Core disse...

Ahhh meninas obrigada pela recepção, pelo carinho, pelas palavras.
Eu que tenho que agradecer!!! Tenho gratidão imensa, pois cheguei depois e acompanhando o blog/escritos e imagens de vocês, tive a oportunidade de ter (e continuar tendo)tantos aprendizados!

Me lembro que cheguei tímida, lia a vitinha, a amar, fuçava no blog da umbra e tantos outros, ficava encantada - e pensava, pensava, sonhava...quantas coisas passavam por essa cabeça de vento! Hahahaha.

E posso dizer com toda certeza, agradeço por ter procurado blogs e sites que me serviram e continuam me servindo.
Neles encontrei encantamento, poesia, fonte de conhecimento, verdades "duras", outras nem tanto. O espaço de cada uma, o cantinho de cada uma. Mas encontrei principalmente, a oportunidade de me aproximar e fazer amizades.

Tem coisa melhor que isso???
Claaaaaro que nãããoooo!

Beijos em cada uma!
{perséfone core}_DC

luara disse...

Ciúmes , como não tê-lo ?!
Impossível !
Ainda que numa escala maior ou menor , todas temos . É uma questão de controlar as emoções para que elas não nos controlem .
Tenho sorte de ser pouco ciumenta , isso me ajuda bastante na submissão , onde há tantas outras questões a serem administradas .
Bom que compartilhou conosco parte de suas emoções .
Beijos ,
luara .

Noelle SubVersiva disse...

Que tema difícil.... rsrsrsrs... fui convidada a entrar no blog e já me deparo com um tema que me é bem conhecido e que já me tirou o sono mtas vezes...
Confesso meninas eu SOU ciumenta, e detesto quando uma submidsa, escrava, masoquista, seja lá o que for vem com investidas baratas... afff... meu olhar é fuminante, mas todos me conhecem e sabem como sou... deixo claro desde o início, não gosto de escândalos, mas fica escancarado na minha cara que estou com ciúmes e as tiradas darcasticas se tornam inevitáveis, já tive irmã de coleira que me tirava do eixo com provocações, masssssss o Dono não colaborava mto... acredito, como disseram acima, que mto vai da postura do Dono, do quanto Ele cuida e preza pelo bem estar de sua posse, e ainda, se a deixa segura sob seus pés. Confesso que já tive um ciúme desmedido por insegurança, que rra inclusive, cultivada.
Hoje, tenho um Dono e uma irmã que francamente adoro... nos damos bem de verdade pq cada uma sabe seu lugar... É novo para mim não ter ciúmes, claro... não tenho dela... das outras que se arriscam a chegar perto do nosso Dono já não garanto a sobrevivência hahahahahaha...

beijos

Noelle

Anônimo disse...

Perséfone,
Ciúme é um sentimento tão corrosivo! Ele ruim pra todos os envolvidos, mas não tem como matar esse monstro de 215 cabeças (rs).
Não acredito que tem uma fórmula pra parar de sentir, a não ser que seja uma simpatia, uma mandinga, uma pajelança e se tiver, por favor, me transmitam.
Mas tem como minimizar o sentimento em si e suas consequências e esse é o nosso desafio.
Que Deus nos ajude!
Bjinhos,
Bia de MELBOR

Maya Doll disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maya Doll disse...

Finalmente consegui comentar.

O tema é espinhoso, mas ao mesmo tempo necessário. Acho que se não encaramos nossos sentimentos e os trabalhamos, fica impossível viver. Acabamos por nos tornar uma bomba relógio que em algum momento vai explodir.
Não é fácil se desprender dos valores baunilha e entrar para o BDSM. Começamos apenas pelo discurso "Eu aceito relações poliamorosas", mas por dentro, ainda somos as mesmas pessoas e só vamos mudar encarando nossos medos de frente com a experiência. O discurso é fácil até que ficamos frente a frente com o desafio de lidar com as situações.
Concordo muito com você: precisa de muita conversa e da habilidade e sensibilidade do dominador de conduzir as questões.

Quanto ao mudar de status...não sei. Pode ser que seja por eu ter pouca experiência (ou mais, depende do referencial), mas para mim, existem Tops e bottons. Os papéis dentro da hierarquia estabelecida serão definidos de acordo com a relação. Eu não me sentiria confortável sendo escrava em qualquer relação, então posso me tornar sub, sempre terei isso comigo (embora não seja muito subserviente). Mas se o Dono aceitar e quiser, assumirei meu lado Sw para compartilhar uma posse (não curto ter posses sozinha). Ser baby nunca passou pela minha cabeça e ainda não descobri a "masoca" em mim, embora aceite a dor como intensificadora de prazer...
Não é que eu não saiba o que sou, porque isso é claro pra mim, só não me vejo enquadrada e fechada em nenhum título que me tire a oportunidade de experimentar outro modelo de relação. Por isso tenho no meu status bottom simplesmente. Posso estar errada e amanhã eu adote um padrão único, mas é assim que me vejo neste momento.
De qualquer modo, entendo bem o que você quer dizer sobre a importância de se reconhecer antes de encarar qualquer relação, seja D/s ou qualquer outra.

Luiisa Nude disse...

Perséfone... minha lindeza!

Que texto bom de se ler. Ah se todas pensassem desta forma.

Ciúmes... sinal de cuidados, zelo, atenção. Quem não os tem, quem não os sente?

É claro que, a dosagem deve ser muito bem administrada. Pouco faz com que parecemos desleixadas com Ele, que não ligamos para suas atitudes. Muito, essa dosagem sim é perigosa. Nos trai. Tudo é o que é demais faz mal.

Ficar enciumada com o Dono por ele estar conversando com outra, negociando, tendo sessão é mais do que normal. Eu já senti ciúmes de uma e não de outra. E acredite, não era ciúmes de posse e sim de proteção. A mesma era terrível, não valia a pena sequer trocar palavras.
Quando se quer bem, protegemos. E o papel de nós Submissas é zelar por Aquele que nos faz ser quem somos.

Faço minha todas as suas palavras.

Obrigada por um texto tão sincero.

Beijos

Cedna_Steel disse...

Que bom ler um texto verdadeiro, em um meio onde só se escuta: "uma escrava/ submissa não pode ter ciúmes". Este é um dos exemplos que vemos o quanto a teoria se distancia da prática.

Ora, o que é o ciúme? Sentimento de posse? Nem sempre... O ciúme é um sentimento inerente de qualquer ser humano. Muitas de nós temos ciúmes de nossas roupas, amizades, carros... temos ciúmes de tudo aquilo que gostamos, como não teríamos ciúmes de quem mais gostamos, que são nossos Donos?

No entanto, não posso deixar de chamar a atenção a uma diferença muito grande em duas formas de se ter ciúmes, e a diferença está entre o TER e o SER (humm.... isso tá me dando uma ideia pra escrever sobre o assunto).

Qdo falo de TER ciúmes, refiro-me àquele sentimento gostoso, que “tempera” qualquer relação. Eu digo que tenho ciúme de meu Dono sim, e, quer saber? Sei que no fundo ele adora! Assim como eu adoro saber que ele tem ciúmes de mim! Estou falando do ciúme saudável, que a gente sente e que não chega a interferir na harmonia do relacionamento... é controlável. Quantas vezes, meu Dono e eu damos muitas risadas de situações que afloram os ciúmes? É gostoso, é sadio, não machuca...

Por outro lado, existe o SER ciumenta... ai ai ai... isso sim, me dá medo! Existem pessoas que são ciumentas assumidas, e que muitas vezes não têm controle sobre este sentimento. Qual é a consequência disso? Brigas, inseguranças, crises muitas vezes desnecessárias, trazendo verdadeiros dissabores para ambos. É nisso que temos que ter muito cuidado.

Muito bom o texto, Perséfone... obrigada por compartilhar... gostei de tê-lo lido.

Bjo,
Cedna Steel.

Liss Stean disse...

Oie Pepe,

Como sabes muito bem o que eu sinto rsrs, difícil porém, é o que nossos momentos revelam.

Impossível não sentir ciúmes, mas temos que aprender a conviver com o que sentimos e trabalhar para que isso não interfira de forma negativa em nossas vidas.

O que o Dominador espera de sua escrava, sempre será sua lealdade, e cabe a ela acatar e aceitar as ordens e decisões do Dono, e faze-lo feliz.

E, fazer disso um aprendizado, somando na relação e não diminuindo.

Como sei o que o ciúme causa... ahhh! como sei rsrs...

Beijos