13 de fev. de 2016

UM PASSADO SEMPRE PRESENTE


Nós vamos ensinar a você o fervor.
Nossos atos se prendem a nós, como ao fósforo sua luz.
Nos consome
é verdade,
mas fazem nosso esplendor.
E se nossa alma valeu alguma coisa
é por ter ardido mais intensamente do que outras.


Vamos ensinar a você o fervor.
Uma existência patética.
Ser tranquilo é ser trágico.
Eu não almejo outro repouso que o sono da morte.
Espero, depois que tiver exprimido nesta terra tudo que havia em mim,
satisfeito, morrer completamente,
Desesperado por fazer ainda mais.


Nossa vida há de ser diante de nós, como um copo de água gelada.
O copo úmido nas mãos de quem tem febre e quer beber,
e bebe tudo de uma vez.
Sabendo que devia guardar.
Mas, não podendo tirar dos lábios o copo delicioso.
Tão fresca é a água
e tão apaziguadora da sede.

(André Gide- O Copo de Água)


Assim como a amada amiga sub-ísis, que fez parte do nosso passado e fará sempre parte do nosso presente, continuam também em nossa lembrança como merecedores da nossa admiração, afeto e respeito, os amigos que se permitiram o prazer e a felicidade:

rosa vermelha

Rainha Roxanne

Falcão Peregrino (T-Rex)

Maestro Alex

bionda

Loba SP

Shay, Menina Má

sub annie

Seu Dono

Abbadon

Lunne Reine

Senhor Wilson


A esses e outros que não conheci 
e aos que não soube da partida 
deixo aqui minha doce lembrança.

"O mundo é mágico. 
As pessoas não morrem, ficam encantadas"

(Guimarães Rosa)


Postado por {W_[amar yasmine]} em 31/01/2016 em WERTHER e {W_[amar yasmine]}



4 de fev. de 2016

A bela arte de Dominar



Para mim, dominar é uma arte, manusear o chicote “quase” todo mundo sabe, mas dominação é para poucos, é saber que a dominação não é castrar, muito menos abafar a personalidade da submissa, é sobretudo envolver a dominada e moldando-a para que se torne extensão e identidade do próprio Dominador.

Dominar é conduzir, instigar e mostrar o caminho, e quão belo é essa condução, assistir a evolução daquela a quem se domina, sentir que ela esta cada vez mais envolvida e tem um momento que mesmo estando longe dos olhos DELE a dominada vai ser e fazer o que o Dominador deseja.



Estava pensando, isso requer muita paciência e dedicação, não é “mandar” é conquistar, não é estabelecer uma ligação simplesmente é algo maior que transcende a barreira do ser e do poder, eu li uma frase sobre isso e achei muito bem apropriada, “o Dominador não tem que ser o todo-poderoso para ser poderoso o suficiente“.

O Dominador é um homem que vive com toda intensidade, e os seus sentimentos estão sempre em um equilíbrio entre sanidade e insanidade, entre um gesto de carinho e a rigidez de sua disciplina, Ele tem suas próprias regras de conduta, sua liturgia, Ele sabe bem o momento de trazer a tona com toda sua capacidade de ouvir e fazer com que a dominada siga não por imposição, mas sim porque ela deseja e precisa ser orgulho para o Dominador.



Bem realmente dominar é uma arte bela, e em especial para AQUELE que instiga em mim o prazer em estar sobre Seu Domínio.


schanna sub


22 de jan. de 2016

Sem coleira?


Saudações a T/todos!

Gostaria que fosse outra pessoa a iniciar os trabalhos do escravas & submissas em 2016, mas, não houve ninguém que tivesse tempo disponível para escrever para o blog, então, vocês, queridos leitores, vão ter que me engolir outra vez... rs.
Em primeiro lugar um feliz ano a T/todos. Muitas alegrias em todos os campos da vida mas aqui, em especial, desejo a todos muitas alegrias e prazeres dentro do BDSM.
Que mais pessoas possam se encontrar, formar lindas parcerias e viver os mais deliciosos prazeres. E que possam se respeitar enquanto fazem isso respeitando assim, as regras mais profundas do BDSM: o SSC, a ética e a responsabilidade.



E o assunto que vou abordar é algo que vejo que é cada dia mais frequente dentro do BDSM: a falta da coleira.
É cada dia mais comum ver escravas ou submissas dizendo "tenho Dono" e contando suas conquistas, sua evolução, felizes da vida por estarem servindo a alguém, mas... não se sabe a quem.
E por que digo isso? Interessa a mim saber a quem a pessoa está servindo? Sou tão curiosa assim a ponto de interessar-me tanto pela vida alheia?
Não, tenho a minha. E já me ocupa o suficiente para que me preocupe com as coleiras alheias.
No entanto, esse assunto deveria preocupar sim, a essas pessoas que servem sem coleira. 
E por que? - perguntariam alguns - Acaso é preciso confirmação para servir? E quem manda, afinal, não é o Dono? Se ele escolhe não dar coleira é problema dele e da submissa que aceita... esta, prova ainda mais sua submissão pois não precisa de uma coleira para estar cativa.
Essas frases quase clichê vão sendo aprendidas e repetidas.



Sabe-se que toda submissa deseja pertencer. E a coleira é a realização desse desejo materializada. É muito comum ouvir de submissas o quanto se orgulham em portar a coleira de seus Donos, seja no pescoço, seja ao assinar o nick numa publicação, seja em um chat, aquela coleira grita: EU PERTENÇO!
E, ainda assim, a cada dia se vê menos coleiras. 
Mas... e o motivo?
Se uma coleira é expressa sempre por um nick, nunca (ou quase nunca) pelo nome real do Dominador, o motivo não pode ser o risco da exposição.
Então você, submissa, na próxima vez que algum Dominador te abordar oferecendo um mundo cheio de prazeres mas sem coleira "porque vocês não precisam disso para confirmar o vínculo um com o outro", pergunte-se se é isso mesmo que você quer, se não gostaria de ter a coleira desse Dono adornando seu pescoço e te confirmando como posse dele.
Pergunte-se se ele tem orgulho suficiente em ter você a ponto de deixá-la ostentar na frente do seu nome, em seu pescoço e em sua alma, suas iniciais.



Pergunte-se, ainda, se essa ausência de coleira não é apenas um modo de esconder-se no meio BDSM, porque, um nick não justifica o risco de ser descoberto no mundo baunilha.
Pergunte-se se um verdadeiro Dominador precisa esconder-se e por quê.
Por fim, pergunte-se por que motivo você aceitaria esconder algo que, afinal, nem é a identidade real do Dominador, é apenas seu nick. Lembre-se que antes de entrar na relação você ainda pode negociar o que quiser.
E se nada disso realmente te importa, então, viva sem coleira e seja feliz.
Mas, lembre-se disso: Valorize-se!


Beijos de {Λita}_ST



16 de dez. de 2015

Para encerrar o ano...

Fim de ano, festas se aproximando, é hora de encerrar o expediente.
Tentamos, durante o ano de 2015 passar o que pudemos de melhor sobre o tema em textos, informações, trocas proveitosas porque esse é nosso objetivo: informar a respeito para que a essência do BDSM não se perca.

Esperamos ter ajudado. Nossos números, algumas centenas de milhares de visualizações, comprovam que nosso objetivo tem sido atingido.
Nós, do escravas & submissas, estamos felizes por isso e desejamos a V/vocês, nossos leitores, um Natal de muita luz, paz e amor.

E para 2016, a esperança de muitos encontros, muitos pares - ou trios, quartetos, o que for - se formando e vivenciando muitos prazeres; muitas amizades e parcerias nascendo, muito BDSM na vida de todos N/nós!
Não poderíamos terminar o ano sem deixar um presente para nossos leitores: um conto de Natal... BDSM!

Agradecemos sua presença durante o ano de 2015 e esperamos V/vocês em 2016, de braços abertos.

Boas Festas a T/todos!

Carinhosamente,

*escravas & submissas*

O Presente


Ele não levou flores...não levou bombons , nem um bichinho de pelúcia...
Um garrafa de vinho e taças para beberem juntos ? Um presente embrulhado com um grande laço de fita ? Um cartão de boas festas , com uma bela mensagem dele ? Também , não .
Do que se espera ter num encontro comum , ele nada levou...
Para um de seus encontros incomuns , objetos , ideias e desejos nada comuns .
Ele levou velas... Mas esse ainda não era o presente .


E não era para iluminar , para aromatizar ou decorar o ambiente... não era para deixar o encontro romântico . Não .
Eles sabiam o exato propósito delas .
Ele levou velas , vendas , mordaça...Mais que isso , ele levou o melhor de si , foi acompanhado da ideia de torturá-la como nunca .
Velas para fazer arder a pele daquela que o aguardava...vendas para causar expectativa...mordaça para que não houvessem gritos ou pedidos de clemência .
Ela sabia o que a aguardava e , também , levava algo para ele ; o desejo de ser levada ao limite .

O primeiro objeto saiu da bolsa ; a coleira de sessão . E foi da bolsa , diretamente , para o pescoço dela.
Em seguida , saiu o rolo de silver tape . Braços postos para trás e atados com a fita .
E mais um pedaço de fita foi cortado , esse era para selar-lhe a boca .
A partir dali , ela não diria nem mais uma palavra...elas seriam apenas ouvidas e respondidas com sinais de sim e não , feitos com a cabeça .
A fita a calou e imobilizou . Seus olhos , no entanto , ainda podiam acompanhar a movimentação...Não por muito tempo .
Logo , nem isso lhe restou . Sua última visão fora das vendas na mão dele .
E tudo fez-se breu...silêncios...expectativas...desejos .


Ela não precisava falar...
Ele sabia exatamente do misto de sensações que a envolvia...Todo aquele clima se traduzia em umidade .
Por maior que fosse a tensão de estar ali , a mercê dele , sem saber o que viria a seguir , a umidade entre as pernas não lhe permitia negar o quanto estava excitada .
Ele não se furtava de inspecioná-la... tocava-a com uma ausência de gentileza , que não apenas revelava sua excitação , mas ainda a intensificava .

Ela não precisa ver...
Sabia exatamente o quanto Ele saboreava aquela situação .
O calor do momento fazia-se antes mesmo da vela ser acesa e não acontecia apenas para ela...
Acendê-las já fez seus olhos brilharem...eles brilhavam , mesmo não vendo , ela podia perceber tal efeito .
Eles brilhavam...não pelo efeito da chama que se encontrava em sua mão . Não .
O prazer de vê-la ali , na tensão da espera , na excitação , na restrição , produzia um brilho muito peculiar aos olhos dele...
Eles brilhavam  , ela tinha certeza disso .
Mais que brilhar , eles se tornavam misteriosos , impenetráveis , quase assustadores...
Quando podia vê-los , era assim que ela os interpretava .


Junto a esses pensamentos , recaíram-lhe os primeiros pingos...Um após o outro , a pele ia sendo testada , reações sendo analisadas , entranhas sendo inspecionadas .
A cada toque , uma nova sensação surgia ... de agradável e excitante , para o ardente , o suportável , o torturante...
A pele estava sendo levada ao limite...a distância entre a vela e a pela era mínima possível...estava  insuportável .

Seu corpo encontrava-se indefeso...e em agonia .
Cada pingo era um tormento para ela e um delírio para Ele .
Dor ? Prazer ? Dor e prazer ? Ela sequer sabia o que sentia , o que expressava ou o que queria .
Sua única certeza era que ele se deliciava com a sua agonia...essa certeza ajudava suportar a experiência...
Estar nas mãos Dele lhe dava forças para suportar até o insuportável .
Ao fim , a recompensa ; ver a satisfação em seu olhar , falar , tocar...senti-lo .
Ver o prazer que dele transbordava e ter o merecimento de lambuzar-se Nele .


E ela recebeu o seu presente ; a satisfação de dar prazer... o prazer de ter prazer com Ele .
Deu-se a comunhão da lascívia .


luah negra_DOM JH

6 de dez. de 2015

Conversando sobre a espera



Devido ao crescente número de meninas que me procuram com dúvidas sobre a espera, resolvi falar um pouco do que penso sobre o assunto e assim, esclarecer de uma vez esse ponto. Não que tenha autoridade para citar normas ou regras mas pela experiência que adquiri nesses anos vivendo o BDSM, observando e ouvindo histórias, tenho opinião formada sobre o assunto. É do que vou tratar aqui, esperando ajudar algumas pessoas e lembrando que é apenas a minha opinião.
Sabemos que a espera é um dos mais difíceis itens da submissão, um verdadeiro teste de paciência, resignação, confiança, segurança, equilíbrio...
Para abordar o assunto, baseio-me em uma das últimas mensagens que recebi sobre o tema, com a devida autorização da interessada, cujo nome será suprimido por questões éticas.

-------- 27F
Sao Paulo, Brazil
written 14 days ago:
Olá vita !
Sou uma iniciante e por saber da sua experiencia vim pedir uma ajuda se não for encômodo , se não quizer me responder vou entender mas gostaria de saber quanto tempo devo esperar por meu DONO ? Nos conhecemos 4 meses atrás e negociamos falando todo dia até o primeiro encontro em outubro .
Depois do encontro ELE teve um problema grave de família e me pediu que esperasse mas agora quase 2 meses depois eu não sei se devo continuar esperando pq estou perdendo as forças e choro todos os dias sem saber o que aconteceu com ELE .

A mensagem continua dando outros detalhes mas essa parte é suficiente.
Quem me conhece sabe que tenho opiniões bem radicais sobre a submissão. Deve haver compromisso, humildade, obediência e foco. Exigências e mimimis estão fora do pacote.

Contudo, ao mesmo tempo que espero ver comprometimento em uma submissa, espero o mesmo em relação aos Donos. Inegável que eles tenham mais direitos, ou todos os direitos, mas têm também seus deveres. E é dever do Dono cuidar do que possui. Como cuidar é decisão dele mas é preciso que fique claro que quem se intitula Dono, deve cuidar.

Há pouco tempo escrevi em meu próprio blog um texto que compara plantas a escravas e onde disse que, apesar das plantas nada pedirem, elas murcham se não as regarmos.
Assim é a submissão. Se não for alimentada ela também murchará, se consumirá.

Diante de tudo isso, quanto tempo deve durar uma espera? Não sei.
Existe um tempo estipulado para uma espera? Acredito que não.
O que existem são motivos.
Que motivo você tem para esperar? Vale a pena?
Se vale, é um ponto importante a considerar... mas não fica por aí.
Sabemos que na espera a submissa deve se manter serena, equilibrada, confiante, fiel.
No entanto, quem espera, espera por alguma coisa.
Outra questão importante é: pelo que você espera? Por quanto tempo? Qual o motivo?
Alguns diriam que o Dono não tem obrigação de dar explicações sobre suas ausências.
Eu digo: tem sim!


Para manter a submissa esperando serena, confiante e fiel, é necessário dar suporte para que ela sinta-se assim.
E ninguém consegue manter-se segura e equilibrada sem saber o que espera, por quanto tempo e o que motivou a espera. Sem isso o que existe não é espera; é abandono.

Não estou afirmando aqui que um Dono deva dar minuciosas satisfações de sua vida pessoal, mas deve dar algo em que se possa confiar, se apegar no momento da ausência. Agindo assim ele estará também demonstrando confiança em sua submissa.
A confiança é uma via de mão dupla e se houve uma entrega é porque houve confiança suficiente de uma das partes... por que não pela outra?

Outro ponto importante para uma espera serena é o contato. Com toda a tecnologia a favor da comunicação entre as pessoas não há razão, a não ser em caso de morte ou doença gravíssima, para não manter contato, não dar uma notícia e uma palavra ou outra que tranquilize a submissa e a fortaleça na ausência.
Sabemos que a vontade do Dono é soberana e ele decide sobre cada um dos itens falados aqui: contato, comunicar motivo de ausência ou não, é direito dele. Mas, não fazendo isso, ele estará cuidando? O cuidado é um dever, também, legítimo.

Diante disso, minha conclusão é a seguinte: Não existe um tempo específico para uma espera. Cada uma sabe o que tem e se o que tem vale a pena. Mas deve-se refletir sempre o seguinte: o que estou esperando? Por que estou esperando? Até quando estou esperando? Se você não souber responder a nenhuma dessas perguntas, alguma coisa está errada.

Cada dia que se passa não tem volta, portanto, é uma grande responsabilidade deixar alguém esperando pois perda de tempo é perda de vida. Pense nisso e verá se sua espera tem valido a pena.

Deixo aqui um texto baunilha que, adaptando ao nosso estilo de vida, cabe na situação.

"Quem quer não adia, aparece. Quem quer te ver agora, não vai deixar pra amanhã, mesmo que a distância seja incalculável ou já seja tarde pra isso. Quem quer, não deixa pra depois o que pode ser feito agora. Quem quer ficar, fica sem que a gente precise implorar. Quem quer cuidar, simplesmente cuida. Quem quer, provavelmente não vai suportar a saudade, não vai poupar sentimento e entrega pra te ter.
Quem quer, arruma um jeito. Quem sente vontade, faz saudade virar encontro, faz cinema virar motel, faz o cansaço virar amasso, faz dias frios mais quentes. Quem quer é capaz de viajar 100 quilômetros só pra te ver, e não interessa se o tempo fechou tão rápido, quem quer não vai pensar duas vezes em te ver hoje ou deixar pra próxima semana. Quem quer, não vive de conversas, não perde tempo, não arruma mil e uma desculpas pra justificar que não vai dar pra te ver hoje porque o dia foi cansativo demais.
Quem tem saudade do teu sorriso não se contenta só em ouvir a tua voz pelo celular, quem quer estar com você sentirá necessidade de te ver pra conversar sobre como foi o seu dia, sobre todas as coisas que te fez perder a cabeça e vai entender que é melhor te abraçar nos momentos mais difíceis do que te mandar um ''fica bem'' por mensagem..." (Iandê Albuquerque)


Espero ter ajudado.

{Λїtą}_ŞT

Feliz propriedade do Senhor da Torre



7 de nov. de 2015

Liberdade de expressão submissa


Uma vez decidida a trilhar voluntariamente um caminho de submissão uma mulher deve procurar aperfeiçoar-se a partir dos referenciais de seu Dono. Esse processo inclui aprendizado e adestramento, palavras que sempre usamos. A riqueza da interação da submissa é que vai gerar o resultado que se pretende "ensinar" ou "adestrar". Naturalmente não é apenas com seu Dono que a submissa aprende, nessa jornada. Ela deveria ler e fazer alguns amigos pra ter percepções referenciais de boas relações de submissão. Pra crescer na sua submissão. Pra entender mais e servir melhor, inclusive.
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O problema é que cada relação é de um jeito e cada pessoa é única, processos ricos e essa coisa toda. Mas gostaria de levantar como reflexão o recorte "Doms que não permitem que suas submissas tenham contato externo ou interação com discussões de opinião".
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Vejo muitas vezes confundida nossa autoridade Dominadora com supressão do pensamento e cassação do direito da submissa a ser entendida como pessoa que também está em uma jornada de busca voluntária por felicidade. Ou seja, como um ser humano que tem suas demandas, mesmo que uma delas seja servir. Ou ainda; ela não se anula como ser humano por ter a demanda de servidão voluntária dentro de si.
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Durante o ano em que foi minha a natasha conversava e opinava no meio BDSMer livremente. Os resultados que colhi disso sempre foram os melhores possíveis e sempre tive gratas surpresas e grande orgulho do seu comportamento. Ela cresceu como submissa nessas interações, fez amizades, discutiu. E nunca me envergonhou ou me diminuiu em nada por isso. É evidente que respeito a maneira como os outros vivem e o tipo de limitações que impõem, dentro da negociação. Estou apenas dividindo que sempre foi a política que adotei e sempre foi ótimo.
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Isso é apenas um depoimento de que minha severidade nunca foi alterada pela suposta liberalidade de que minha sub tinha liberdade de dizer o que pensava abertamente e sem censura.
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Se um dia ela se comportasse mal eu lhe daria justo, merecido e justificado castigo. E ela ia entender porque é uma boa menina. Mas nunca aconteceu. Com isso eu tive ainda mais orgulho da minha obediente cadela. Pretendo ter orgulho de ver uma submissa minha discutindo abertamente com inteligência uma série de questões em comunidades, como prevejo ser bastante provável que aconteça. A sub é o espelho do Dono, costumamos dizer. Gosto que uma submissa saiba que é depositária da confiança de que não me envergonhará. Que ela tenha essa responsabilidade. A liberdade e o peso dessa liberdade.
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Você pode brincar de afogar sua putinha na privada da sua casa, mas você não pode deixar de entendê-la como um ser com uma busca legítima. O que há é uma relação entre dois seres humanos e entender que o outro tem demandas, expressões e expectativas é ser realista e justo. Isto posto o pau come.
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E se se comportar mal leva castigo brabo.


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Particularmente entendo como mau comportamento ser desatenta em relação ao empoderamento do Dono em qualquer interação com o meio, por exemplo. Deve falar livremente sem causar vergonha ao Dono, ser educada e gentil em contraponto a submissas que arrumam encrenca e fofocam. Manter um comportamento geral virtuoso, honrado, dirigido ao Dono no sentimento e intenção verdadeiras. Se eu tiver isto tudo, que sentido faria tentar controlar as interações e percepções que a submissa tem do meio? O direito do castigo é ainda a cereja do bolo das minhas garantias. E das suas, como Dom.
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Sendo assim é ótimo que ela interaja e opine, aprendendo e desenvolvendo sua submissão. Seu auto-conhecimento, sua busca de referenciais que a ajudem a servir melhor e melhor. É um orgulho ser servido fielmente por uma fêmea que seja exuberante na sua inteligência e ainda assim um brinquedinho de foder na sua mão mais forte.
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Isto é apenas para fazer pensar em relação a limitação de opiniões fora de sua relação bilateral com o Dono a que vejo honrados Doms submetendo suas peças. Outro bom argumento pra fazer pensar é senso comunitário: com a participação restringida todo meio BDSMer se empobrece. E o ponto é que rigidez proposta na relação de transferência de poder não é afetada porque você deixa sua sub participar e aprender mais. Pra te servir melhor.
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A restrição do direito da fala é um poderoso recurso de nossas práticas sexuais. A gente se diverte amordaçando uma mocinha, for sure. Mas isso tem mesmo a ver com fazer lobotomia em nossas submissas?
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daysofsodom:

hush
 gagged ball gag actress celebrity liv tyler

Isso não envia um sinal a elas de que não confiamos de que são capazes de nos surpreender ou orgulhar com um comportamento exemplar?
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As melhores demonstrações de submissão que recebo são as voluntárias, que partem de alguma iniciativa livre da submissa. Esse é um bom exemplo de como liberdade concedida reforça a autoridade inicial consessora da liberdade.
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Deixem as borboletas voarem, rapaziada. Se fizeram um bom trabalho vocês vão ter orgulho do resultado.
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Marte 
Dominador, RJ


Texto publicado no blog O Sagrado Masculino e gentilmente cedido pelo autor para publicação neste blog.

14 de set. de 2015

A puta e a submissa


Ela não sabia, ela tinha se escondido a vida toda para que ninguém tivesse acesso àquela que julgava tudo o que não queria ser. Se transformou, se moldou, se condicionou a tudo o que os outros queriam dela.

Altiva, imponente, autoritária, alegre, diziam até mesmo que tinha sua própria definição e categoria. Ela era admirada, cortejada, era mais que isso... ela era temida, ninguém ousava confrontá-la, ela só se dobrava à quem queria, desejava, mas só àqueles que não fossem capazes de ultrapassar a linha invisível... ela sabia que poucos poderiam ver, afinal, as pessoas não enxergam além, elas vão até certo ponto, elas não vão além, dá trabalho... era um corredor muito escuro a sua alma, e tinha uma porta escrito NÃO ULTRAPASSE, ninguém ultrapassava, ninguém sabia o que tinha lá dentro, apenas ela...


Era aquela pessoa, naquele quarto, completamente escuro, e ela ficou lá, se acostumou com o escuro, seus olhos se adaptaram, ela ficava ali, sentada, a vida toda abraçada aos seus próprios joelhos, no cantinho escuro, ali ela estava tão sozinha, e ao mesmo tempo tão protegida, enquanto a outra dançava, se mostrava, ia na frente; a outra a encantava, era tudo o que ela precisava, a outra não chorava, apenas se virava e continuava... a outra era sua armadura, sua proteção, a outra era a parte indestrutível dela... essa outra podia ser o que quisesse, essa outra era a versão do inferno, e queimava.

A outra tinha, muitas vezes, que ser a puta, mas ela não se dobrava, mesmo quando puta se impunha e fazia com que os homens a quisessem, eles a dominavam enquanto ela queria, ela dava prazer, ela não precisava de prazer, o prazer era apenas o poder que ela tinha de tirar o prazer, ela sabia que não era o suficiente, sabia que não a nutria, mas ela precisava continuar, ela não podia parar, aquela bebê medrosa e sem graça não podia sair de onde estava.

Eles diziam tantas coisas, a puta sorria, dizia que era isso mesmo, diziam que iam mostrar o que ela realmente era, uma puta, vadia sem vontades, submissa e escrava às  insanidades do “Dono”.... ela seria exposta, seria humilhada na frente dos amigos para que soubessem quem era ela na verdade, ela não se importava, ela se condicionava e aguentar aquilo, até acontecer ela pensaria em algo.


Mas um dia Ele chegou... Ele foi bem devagar e disse que não desistiria, ela dizia “não quero”... “não posso”... mas Ele a ignorava e foi entrando, não teve medo do corredor escuro e nem leu o que tinha na porta, ele entrou e a viu, ela foi para o outro canto, Ele ficou rondando, a acompanhava em cada canto que ela tentava se esconder, se sentou do outro lado da sala, Ele a viu e a quis... enquanto isso a outra, desesperada, tentava fugir, mas a bebê Dele não... pela primeira vez ela olhou para alguém e foi chegando perto e mais perto...

A fortaleza que se fazia de puta ficou sozinha, a vadia estava perdendo as forças, ela lutava, mas Ele dizia que a bebê Dele ganharia dela, mas elas não queriam se confrontar, a puta, a vadia, a cadela na verdade nem existiam, elas apenas eram o que os supostos donos queriam que fosse, e ela se moldava, como um camaleão frente ao perigo, Ele não quis saber, ele queria a mocinha do quarto escuro.

A outra foi na frente, o conheceu, tentou se impor, era tudo em vão, Ele ria dela...

Um dia a outra olhou e viu a mocinha no colo Dele, recebendo carinho, sendo mimada, cuidada, percebeu e sentiu o quanto ela ficava tranquila e em paz naquele colo, ela até sorria, se iluminava deitada no colo do seu Dono.


Então a puta viu que havia chegado a hora de ir, pq ela perdeu todas as forças, ela não conseguiria mais ser “a puta”, sem carinho, sem amor, sem paixão, ela não conseguiria ser a vadia que fazia tudo e não recebia nada e escondia toda a frustração que sentia na “mocinha do quarto escuro”, essa por sua vez era boa em guardar desamor, a melhor... mas ela não estava mais ali pra isso, agora ela estava ali para Ele, e a puta podia ir embora, a vadia não ia conseguir mais interpretar... a cadela não tinha mais coleira... todas elas podiam ir embora...

Elas foram desaparecendo, uma a uma e a bebê Dele, a submissa Dele, só Dele, ficou naquele colo, ela não conseguiria mais, não conseguiria ser de mais ninguém.



Não critico, não julgo, não aponto o dedo, acho que cada um deve ser como quer, como deseja, como lhe dá prazer, mas quando há alguém escondido dentro da alma da gente, aquela pessoa que não quer ser a puta ou a vadia ou mesmo a cadela. Ela quer colo, ser cuidada e se sentir em paz, sentir que pode ser ela mesma, acredite, uma hora essa pessoa vai querer sair do quarto escuro. Muitas vezes nos deparamos com a adaptação, nos deparamos com o condicionamento dos nossos próprios sentimentos, o tempo passa e condicioná-los fica cada vez mais fácil, mas em determinado momento, se encontrar quem te encontre no fundo da alma, isso não será o suficiente.

Ser puta entre quatro paredes pra alguns é fácil, pra outros nem tanto... e para algumas submissas isso é impossível, e apesar de alguns criticarem, isso não é pecado ou errado, cada um tem um jeito de ser e é necessário ser respeitado. Quando a lágrima de uma submissa escorrer no rosto, e seu desejo for deitar no peito do Dono e ali ficar, chame de entrega, quando isso acontecer é pq nenhum outro vai conseguir chegar perto, e caso aconteça, ela estará se mutilando, se matando, e em pedaços ela vai querer voltar para o colo que a completa, que a conhece, mesmo com medo ou assustada, isso não é pecado, é perigoso sim... se mostrar demais é muito perigoso, mas ser você mesmo, é, também, um sentimento pleno e de valor incalculável.

Só queria dizer que não é pq alguém não gosta de ser puta, vadia, cadela, spanking, marcas, humilhação que não seja submissa, a submissão real está na entrega, a entrega que faz chorar a ausência, que faz de cada erro uma dor sem fim, e que se comparada a dor de mil chicotadas, ainda será maior.

Sei que muitos vão criticar, e mtos vão se reconhecer... seja como for... são palavras que jogo ao vento, e que ele as leve à quem for de direito.



Alessandra (†?Noelle¿†®)

26 de ago. de 2015

Sobre teorias e incertezas


É muito importante ter teorias, é importante conversar, debater, tudo que à acrescentar, é muito bem-vindo. 

Já consumi toneladas de teorias ao longo do tempo e ainda as consumo, isso me é muito útil no servir a MEU DONO. 

Mas elas só passaram a fazer sentido a partir do momento em que passaram a ser postas em prática. 

O pior é que eu achava que sabia alguma coisa de BDSM, afinal, com tanta teoria na bagagem, dava até pra acreditar nisso. Só que não!

Foi praticando que pude ver que aquela teoria toda era apenas um grão de areia nesse Universo BDSM. 

Eu não tenho a mínima intensão de trazer ninguém para o BDSM. Sei como é difícil a sobrevivência aqui. Mato, ao menos, um leão por dia nessa sobrevivência.

Não sou exemplo pra ninguém, a não ser para mim mesma, vejo quem sou, comparo com quem fui e imagino o quanto ainda posso crescer. 

Não sou veterana, não sei dar conselhos e, muito menos, encaminhar a ninguém. Mas se, ainda assim, eu puder ajudar a quem chegou depois de mim, farei com muito gosto, lembrando sempre que sou apenas uma sobrevivente, uma batalhadora. 


Todavia, para quem já atravessou o portal, se encantou com o que viu nesse maravilhoso mundo novo e almeja ter essas realizações...

Que tal sujar as patinhas de lama?! 

O BDSM tem teorias, tem certas regras, mas não tem manual...não existe um guia prático para consultas rápidas, muito menos um passo a passo de como se tornar submissa em dez dias, um mês, um ano ou seja lá em quanto tempo for!

Que tal ver com os próprios olhos, ouvir com os próprios ouvidos, sentir na própria pele?! 

Que tal se misturar a multidão e ver quem é quem?! Que tal sair da zona de conforto e ir a campo?! 

Que tal sentir o Sol e a chuva na pele?! Que tal pagar pra ver?! 

Nenhum dos que encontraram-se com as realizações, o fizeram ficando na janela, protegidinhos, não!

Atravessar o portal apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, em que se tropeça, levanta e segue-se, levando a própria bagagem. 

Que tal derramar um pouco de sangue, suor e lágrimas nessa jornada?!

Quem o vê de fora ou acaba de chegar, tende a pintar um quadro tão belo e encantador quanto gostaria que ele fosse. A ideia de se conseguir algo fácil aqui existe e persiste nas mentes de muitos.

Sabemos que a entrega seduz, que tem seus encantos e uma beleza muito própria para quem com ela se identifica. 



Mas nunca é fácil e nem sempre as coisas dão certo. 

Quem já a vivenciou uma entrega, sabe o quanto do emocional ela exige, sabe o quanto de coragem, equilíbrio, de força interior é empregada nessa busca e na sua realização.

Assim como não adianta ter um chicote na mão se não souber usá-lo, também, não basta por os joelhos no chão e deixar a cabeça nas nuvens. Os resultados serão péssimos!

Se a busca é por sexo, entende-se estar no paraíso da luxúria, se a procura é por uma tábua de salvação, pensa-se estar num mar de rosas...

Os desavisados imaginam que aqui se encontra todo tipo de benefício, dos mais escusos aos mais ingênuos, e tudo muito facilmente. 

Entende-se poder usar o BDSM como meio para diversos fins.

Mas, D/s é um prato que, embora seja quente, se come frio. Os apressados, que o comerem cru, provavelmente não estarão apreciando seu verdadeiro sabor. E os que permanecem na janela, nem o cheiro sentem.

Não importa de que lado chicote estejamos, se iniciantes ou experientes, mas sim o quão adultos somos para superar os obstáculos da vida, assumir as nossas escolhas, superar dificuldades e crescer com elas.

É vivendo que se aprende a viver.

Ah, só pra constar... não sou mártir, não estou  num altar pra sacrifício, nem sendo crucificada. As  batalhas são minhas e os prazeres tbm são todos meus! 




luah negra_DOM JH



26 de jul. de 2015

Christian Grey



Passado o dia 24/07, Dia Internacional do BDSM, assim criado em 2003 pelos proprietários do clube BDSM de Barcelona, Rosas 5, para celebrá-lo na data que corresponde ao símbolo usado para as relações 24/7, venho trazer ao nosso espaço o personagem que tornou-se muito importante no cenário do BDSM: Christian Grey. 
O assunto já está meio desgastado, mas devido a recente conversa com algumas iniciantes, achei necessário falarmos um pouco mais sobre ele.
Christian Grey acabou tornando-se mais famoso que o BDSM em si, mais conhecido, mais cobiçado, dominou literalmente a cabeça das mulheres. Todos os dias mais perfis de submissas são criados nas redes sociais, em busca desse personagem. Por mais que, envergonhadas, escondam essa realidade, é o que no fundo buscam, confessam algumas.



Mas quem é esse Christian Grey na vida real? Será que ele existe mesmo?
Na literatura, assim como na tela, Christian Grey é o protótipo do príncipe encantado. Lindo, rico, charmoso, cheio de glamour à sua volta, conseguiria submissas se arrastando a seus pés apenas com um estalar de dedos (pensando bem, será que ele precisaria mesmo desse pequeno esforço?).
Os Christian Greys da vida real não têm uma vida tão mansa. Eles superlotam os chats, as redes sociais, as festas e encontros BDSM em busca de uma submissa e geralmente não encontram.
Podem ser Josés, Paulos, Fernandos, Antônios, Pedros e até Amarildos...
Nem sempre sarados, alguns já ostentam uma barriguinha, cabelos grisalhos ou até brancos e há os que nem têm mais cabelos.
Outros, ainda, são muito jovens e inexperientes mas com potencial... e são também descartados por isso, ficando assim, sem chance de crescerem na Dominação.



Nem sempre tão bem-sucedidos, é pouco provável que algum deles tenha um helicóptero para te levar a um jantar e que deem Audis de presente.
Raríssimos terão um quarto vermelho da dor... talvez seus acessórios estejam guardados em uma pequena maleta, uma caixa ou até em uma sacola que eles carregarão consigo para o motel onde irão te levar, por não terem outro local.
Alguns poderão até ter uma patroa em casa e filhos para criar.
E em que isso os denigre?
Em nada, eles são reais, você pode sentir-lhes o toque, a respiração, tremer com a voz, com o olhar e derreter-se com um afago.



Entretanto, todo esse glamour embutido no romance torna muito mais difícil a esses senhores encontrarem a sua Anastasia Steele dos sonhos, mesmo que não exijam que ela seja uma ruiva linda e virgem de vinte e um anos, que aceitem uns (ou muitos) anos a mais, algumas ruguinhas, cicatrizes, estrias e celulites, coisas normais em mulheres normais.
Apesar disso têm a obrigação de suprirem a fantasia de alguém, de dizerem exatamente o que a "submissa" quer ouvir, de fazer as práticas que ela gostaria de experimentar, de dar os ensinamentos que ela quer receber para que venha a ser "a jóia preciosa dele", sob pena de, caso não satisfaçam essas exigências, serem massacrados nas discussões das redes sociais por não serem "dominadores de verdade". 
Óbvio que o "dominador de verdade" é aquele que faz tudo que ela quer.


Então, se entre esses senhores você, submissa, encontrar alguém que lhe faça tremer com o olhar, dobrar os joelhos com uma simples frase, se sentir verdade em suas ações, firmeza no caráter e em sua dominação, este pode ser o seu Christian Grey, não o que você sonhou depois de olhar aquele monumento na tela, mas o que vai te fazer sentir o que a pobre Anastasia jamais sentiu: a essência da verdadeira dominação, a beleza de servir e sentir-se cuidada, não por ganhar presentes caros, mas coisas que não têm preço porque será levada a um mundo rico em sensações e emoções. por alguém que é tão "de verdade" quanto você, com todas as imperfeições de um ser humano real.



Não é fácil encontrar esses Dominadores da vida real também. Há muitos Christian Greys de araque por aí, mas, quando encontrar o seu, esqueça aquele que você viu na telona; pode ser que você esteja trocando uma bela realidade por uma fantasia que nunca irá se realizar.


{Vita}_ST
Feliz Propriedade do Senhor da Torre



2 de jul. de 2015

Convicções de Um DOMINADOR


Me considero um jurássico no BDSM, tenho convicções que ter uma escrava, é adestrá-la a MEU BEL PRAZER, sem negociações e sem mudanças durante seu encoleiramento. Também está fora de cogitação ALUGAR E PAGAR por isso. 

Antes de querer DOMINAR alguém é necessário ter DOMÍNIO de si mesmo! Uma frase feita, diriam alguns, mas extremamente exata. 

O DOM precisa saber o exato motivo para o qual quer uma sub, e não ME refiro ao sexo. Quero frisar que o sexo pode ser algo incluso no BDSM mas é a conclusão e não o ponto de partida.

Mas tenho visto muita coisa no BDSM atual e o que mais me incomoda é o modismo. O efeito dos tais 50 tons de besteiras ainda está presente. 

Não sou adepto de eventos BDSM, embora ache importante e muito interessante. 

Incoerência? Não, apenas tenho em meta que DEVO dedicar meu escasso tempo ao adestramento de minha escrava. E, o que vi nos eventos em que estive e o que leio atualmente, só ressaltam que MINHA opção é acertada! 




É obrigação do DOMINADOR conduzir e fazer sua sub desejar a obediência, ter a exata função que o DONO lhe der. Não é simplesmente ordenar, O DOM precisa saber o final daquele comando. E cabe a ELE, somente a ELE, decidir quando usá-la e de que forma. Esse é o verdadeiro prazer dela. 

Encontrei poucas dessas nessa minha jornada no BDSM, CONTO nos dedos de uma mão, mas encontrei verdadeiras, abnegados em SERVIR, AGRADAR, SUBMETER-SE Á MINHA VONTADE! 

Não se pode querer que, quem nunca sentiu esse desejo, o entenda. Não é simplesmente acordar e resolver servir! É desejar ter como vital importância o agradar, o prazer de ter seu DONO SATISFEITO, isso é algo que somente uma sub de alma tem.

Nem mesmo o melhor DOM pode ensinar, pode-se lapidar (algo que faço com a MINHA cadelinha) mas criar uma alma submissa nunca! E Para aqueles que não acreditam, continuem assim, sempre terão a sensação que algo faltará .



Tenho uma cadela que, entre idas e vindas está sobre meu cabresto há 3 anos! É a segunda que está há mais tempo à MINHA DISPOSIÇÃO, e por um motivo muito simples: DEVOÇÃO, OBEDIÊNCIA... palavras que hoje em dia são ditas ao léu, sem o menor significado para a maioria. 

FAÇO O QUERO, QUANDO QUERO e por que? Porque POSSO FAZER e ela anseia por isso! Foi adestrada dessa forma e assim será sua condição. 



DOM JH
Dominador, RJ