A submissão é sublime! Quem aqui não ama dedicar-se, cumprir tarefas, servir calorosamente àquEle que nos domina?
Quando nos submetemos entregamos nossos corpos, mentes e desejos ao Outro de forma inexplicável. Isso chama-se entrega.
Agora, pergunto: Entregar-se simplesmente por amar o Outro ou por amar submeter-se?
Eu particularmente amo ser submissa. Amo servir, estar à disposição, ser usada, independente de quem me domina. Quando nos entregamos antes de mais nada é necessário gostar do que fazemos. É como um trabalho árduo, se não amamos este trabalho, é melhor que não o façamos.
Submeter-se apenas por amar ou desejar o Dominador não é sinal de quem faz esse trabalho com ardor. É esperar que o Outro lhe dê em troca o mesmo sentimento em maior escala, aguardar que Este abra as portas do seu coração para o “Final Feliz”.
Acredito que, ao deixar-nos dominar somente porque amamos, deixamos de lado a razão e simplesmente colocamos o carro na frente dos bois. Deixa-se de lado a submissão e parte-se para a possessão. A entrega submissa se esvai e a vontade de submeter-se vira desejo de possuir, trazendo junto todos os sentimentos oriundos dessa posse: ciúmes, insegurança, expectativas e ilusões.
Submissão é, acima de tudo, amar a si mesma. Apaixonar-se todos os dias por ser o que é e pelas escolhas que se fez. É conquistar a todo instante a autoestima desgastada em relações que muitas vezes nos tiram o chão. Submissão é amar submeter-se!
Não digo que devemos deixar de amar os Donos, ao contrário, damos a Eles o amor da forma mais sincera e fiel que se pode imaginar. Mas, e quando isso acaba? Paramos no meio do caminho e esquecemos que ainda há muito a percorrer? Creio que não.
A estrada é longa, há muito o que caminhar e logo adiante encontraremos alguém a quem amar da mesma forma, talvez com intensidade diferente, mas ainda assim amaremos. Pelo simples fato de que a submissão está dentro de nós e não no Outro e quando Ele se vai, não a leva consigo; ela permanece conosco.
Submissas são submissas por que são, não porque ordenaram que fossem. São escolhas que não podem ser desfeitas, nós que não são desatados. Quem tentar desatar, sentirá as marcas de uma ferida nunca fechada.
SUBMISSÃO nada mais é que: AMAR SER FIEL A SI MESMA!
nude
submissa, SP
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"O essencial é invisível aos olhos"
por Kel do Mestre Sade
dia 22/04/2014
20h





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